A Polícia Federal, com base em mensagens interceptadas, confirmou um esquema de corrupção envolvendo policiais civis de São Paulo. O empresário Robson Martins de Souza, apontado como operador, relatou ter trocado um HD apreendido pela polícia por outro com conteúdo inofensivo e ter retirado quase todos os documentos comprometedores.
A troca de equipamento ocorreu dentro de uma delegacia, segundo o relatório, e teria sido viabilizada mediante pagamento de propina. O objetivo era evitar que as provas da 1ª fase da Operação Fractal fossem usadas em novas etapas da investigação, deflagrada em outubro de 2022 pela Polícia Civil paulistana e pela Receita Federal.
As mensagens revelam negociações diretas entre empresários, advogados e policiais civis para interferir nas investigações. Entre os policiais mencionados estão Joao Eduardo da Silva, Ciro Borges Magalhães Ferraz, Rogério Coichev Teixeira, Roldnei Eduardo dos Reis Baptista e José Renato Cortez Augusto.
A PF aponta que as tratativas sobre o HD ocorreram principalmente em ambientes ligados ao DPPC, departamento da Polícia Civil responsável por investigações envolvendo o caso Fractal.
Em um dos áudios, um advogado diz ter reduzido a cobrança de R$ 700 mil para cerca de R$ 100 mil para encerrar o problema, enquanto outros diálogos mostram policiais pressionando para que os investigados compareçam rapidamente à delegacia, com a ideia de “começar a andar”.
Essas mensagens contribuíram para a deflagração da operação conjunta na quinta-feira, levando à prisão de parte dos envolvidos e abrindo uma nova frente de apuração sobre corrupção na Polícia Civil paulista.
O material do celular de Robson foi decisivo para a abertura da investigação sobre policiais civis e está ligado a uma apuração anterior sobre lavagem de dinheiro que simulava importações para enviar recursos ao exterior.
A PF afirma que o caso expõe falhas na cadeia de custódia das provas e reforça a necessidade de apurações independentes para coibir abusos de autoridade dentro da Polícia Civil.
Comente abaixo com sua visão sobre a importância de manter a integridade das provas e a confiabilidade das investigações públicas. Sua opinião é importante.









Comentários do Facebook