Professor que matou ex a tiros e voltou a dar aula é desligado de escola

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Meta descrição: Afastamento do professor Igor Azevedo Bomfim do CEF 03 da Estrutural envolve o caso de morte da ex-namorada Mayara Lisboa; decisões no STJ/STF seguem em andamento e movimentam a educação pública na região.

O professor Igor Azevedo Bomfim, 46 anos, foi afastado do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 03 da Estrutural, após confirmação da Secretaria de Educação do Distrito Federal nesta terça-feira (10/3). A medida, válida a partir de hoje, não teve explicação detalhada sobre se ele será remanejado, afastado definitivamente ou exonerado.

A cidade Estrutural ficou abalada ao saber que Igor, condenado pela morte da ex?esposa Mayara de Souza Lisboa, havia sido contratado para lecionar no início deste ano no CEF 03. A localidade vivenciou medo e revolta com a presença dele no quadro docente. A Educação informou que Igor apresentou documentação exigida, incluindo certidões negativas de antecedentes emitidas pela Polícia Federal e pelo Tribunal de Justiça do DF, e a Corregedoria instaurou um procedimento sigiloso.

Entenda o crime envolvendo o docente

  • 2 de novembro de 2010: Igor invadiu a casa da ex?esposa Mayara de Souza Lisboa, em Santa Rita de Cássia (BA), e a matou no local.
  • Na época, Igor tinha 31 anos e Mayara, 22; o relacionamento durou 1 ano e 8 meses, com disputas constantes.
  • Relatos indicam ciúmes que extrapolavam a normalidade e que Igor monitorava Mayara; houve ameaças com arma durante discussões.
  • Na data do crime, Igor escalou o muro dos fundos, encontrou Mayara no banheiro e a executou. Dias antes, ela havia pedido para que um amigo vigiasse a casa para tomar banho.
  • Após 12 dias foragido, Igor se apresentou à polícia e confessou o crime, dizendo ter agido em defesa da honra.
  • Em 2013, foi absolvido pelo Tribunal do Júri. Mudou-se para o DF logo após a absolvição e vive na capital desde então.
  • Em 2019, nova decisão condenou o professor a 10 anos, 10 meses e 18 dias de prisão. O recurso o manteve em liberdade até novembro de 2024, quando o caso transitou em julgado e ele foi preso no Guará (DF).
  • Dias depois, o STF anulou o trânsito em julgado, e o TJBA determinou a soltura de Igor. O processo retornou ao STJ e segue sem atualizações relevantes.

O que diz o acusado

Em nota enviada ao Metrópoles antes da primeira reportagem, a defesa de Igor confirmou que aguarda decisão do STJ sobre a acusação no caso da morte da ex?namorada. A defesa ressaltou a presunção de inocência até o trânsito em julgado, conforme a Constituição.

A reportagem também informou que Igor foi afastado do CEF 03 da Estrutural. Caso haja novas manifestações, o texto será atualizado.

Este caso envolve décadas de decisões judiciais e medidas administrativas que afetam a atuação de docentes na cidade. O andamento no STJ e eventuais novas determinações da Justiça permanecem em pauta, com a comunidade escolar acompanhando de perto.

Como você enxerga a atuação de autoridades educacionais diante de casos envolvendo docentes com histórico criminal? Deixe seu comentário abaixo e participe da discussão.

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