A proposta de reduzir a jornada semanal ganha apoio técnico com um estudo do Ministério do Trabalho e Emprego que busca sustentar a mudança, encerrando a escala 6×1 e fixando a carga em 40 horas por semana.
O relatório aponta que a mudança pode elevar os custos com folha de pagamento em 4,7% no total, com impactos diferentes entre setores. Por outro lado, a produtividade do trabalho poderia aumentar, compensando parte desse custo, ainda que o ganho não tenha sido quantificado.
O estudo ressalta que parte relevante do custo negativo da jornada atual aparece de forma indireta e difícil de medir: mais afastamentos por problemas de saúde, maior número de acidentes, absenteísmo e rotatividade. Esses fatores elevam gastos com reposição e treinamento, reduzindo a produtividade global.
A lógica é que a redução reorganize o tempo de trabalho e eleve o desempenho médio dos trabalhadores. O modelo de 40 horas está mais próximo do padrão usado em muitos países, desenvolvidos e da América Latina.
O levantamento usa dados do eSocial. Segundo o material, a legislação brasileira já estaria parcialmente desconectada da prática do mercado de trabalho. Hoje, cerca de dois terços dos trabalhadores já atuam com dois dias de descanso por semana, no modelo 5×2.
O documento ainda destaca que “o mercado de trabalho brasileiro já absorveu o modelo de dois dias de descanso na prática. A legislação atual pune apenas um terço da força de trabalho.”
E você, o que acha dessa mudança? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como a redução da jornada pode impactar o seu dia a dia ou o trabalho na sua cidade.

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