O Departamento de Justiça dos EUA divulgou, nesta sexta-feira, parte de documentos do FBI ligados ao caso Epstein, incluindo três memorandos de entrevistas com uma mulher que afirmou ter sido abusada física e sexualmente por Epstein quando tinha 13 anos. A mulher também apontou Trump como alvo de agressão sexual. Os papéis liberados integram arquivos que o FBI mantinha retidos no material sobre Epstein.
Conforme os documentos, quatro entrevistas foram registradas, mas apenas uma, gravada em julho de 2019, estava disponível no conjunto divulgado. Nessa depôimento, a mulher descreveu o abuso de Epstein na infância, quando morava na Carolina do Sul, sem mencionar Trump naquela ocasião.
A omissão das outras entrevistas gerou críticas de que a Casa Branca ou o governo anterior teriam encoberto informações. Os arquivos liberados incluem as três entrevistas ausentes, realizadas em agosto e outubro de 2019. Na segunda entrevista, ela relatou outros abusos por Epstein e por homens ligados a ele, além de ter sido apresentada a Trump durante esse período.
De acordo com o depoimento, Trump teria pedido que todos saíssem da sala e feito observações sobre o comportamento de meninas; a testemunha também afirmou que houve uma agressão e relatou que discutiram como Epstein chantageava pessoas, além de menções de lavagem de dinheiro em cassinos.
Na terceira entrevista, semanas depois, a testemunha disse ter recebido ligações ameaçadoras associadas a Epstein ou a Trump, bem como incidentes em que quase foi atropelada. Na quarta entrevista – dois meses após o último depoimento – ela disse não estar acompanhada de advogado e questionou a utilidade das gravações.
O FBI não detalha exatamente o desfecho da investigação. O Departamento de Justiça reconheceu que, além dos memorandos do FBI, encontrou cerca de uma dúzia de outros documentos que haviam sido codificados incorretamente como duplicados. Procuradores na Flórida também concluíram que cinco memorandos de acusação, inicialmente confidenciais, poderiam ser divulgados com trechos ocultados. Trump nega irregularidades e afirma que os arquivos de Epstein o inocentam.
Críticas chegaram à forma de edição dos arquivos, com vítimas expostas e nomes de figuras públicas inicialmente ocultos. Além disso, o governo republicou milhares de documentos que haviam sido retirados do ar por conter imagens de nudez, reacendendo o debate sobre transparência na gestão do caso.
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