As eleições legislativas na Colômbia resultaram num Congresso fragmentado, com a esquerda liderada por Gustavo Petro conquistando a maior bancada na Câmara e no Senado. Segundo projeções, o Pacto Democrático elegeu 25 de 103 senadores e 40 de 188 deputados, o que exige coalizões para obter maioria. A posse do novo Legislativo está marcada para 20 de julho.
A votação também traça o cenário para a corrida presidencial, marcada para 31 de maio. Entre os candidatos mais fortes estão Iván Cepeda, do mesmo campo de Petro, e Abelardo de la Espriella, da direita. A candidata Paloma Valencia, identificada com o setor Uribe, aparece como possível surpresa. Uribe retorna ao cenário político após a revogação, em outubro, de sua condenação de 12 anos de prisão domiciliar por suborno a paramilitares e fraude processual.
Os resultados também definem os últimos cinco meses do mandato de Petro, que não pode concorrer à reeleição. Cepeda pretende manter reformas que o governo não conseguiu avançar no Congresso, entre elas mudanças no sistema de saúde e uma reforma tributária. O governo tem enfrentado resistência legislativa, além de críticas a um Congresso manchado por escândalos de corrupção. Petro, por sua vez, mantém fóruns de protesto e reforça discursos contra o Legislativo, ao mesmo tempo em que busca manter terreno diante de tensões com os EUA, incluindo políticas de deportação e ameaças de sanções, bem como acusações sobre narcotráfico.
A disputa eleitoral permanece marcada pela violência; dois ataques de guerrilhas no sul do país atingiram locais de votação, sem vítimas. Observadores também registraram ataques a líderes políticos, inclusive o assassinato do candidato à presidência Miguel Uribe Turbay no ano passado. Grupos milicianos têm se fortalecido diante do fracasso das negociações de paz e do aumento do tráfico de cocaína para a América do Norte e a Europa. O desmantelamento dos cartéis históricos de Cali e Medellín deixou o crime organizado mais fragmentado e, em muitos casos, mais violento.
As guerrilhas de esquerda, como as Farc e o ELN, continuam presentes, mas evoluíram com o tempo, em muitos casos transformando-se em organizações criminosas que atuam fora dos objetivos políticos originais.
As projeções indicam que nem Cepeda nem De la Espriella devem selar a vitória no primeiro turno, abrindo espaço para um segundo turno possível em 21 de junho. A possibilidade de ultrapassar a barreira no primeiro turno mantém Paloma Valencia como uma força a ser observada na corrida presidencial.
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