O ministro de Esportes do Irã, Ahmad Doyanmali, afirmou nesta quarta-feira (11) que o Irã não irá mais disputar a Copa do Mundo de 2026. O país vive um contexto de guerra no Oriente Médio após ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel, o que complica a participação da seleção no torneio.
A FIFA ainda não se manifestou sobre a solução para a vaga iraniana, mas já surgem cenários possíveis. Uma opção é a substituição, com a vaga sendo repassada a outra equipe da Confederação Asiática.
Caso o Iraque vença a repescagem — que envolve o vencedor do confronto entre Bolívia e Suriname — o Iraque seria o principal candidato a herdar a vaga. Se o Iraque perder, os Emirados Árabes Unidos sobem na lista como o principal substituto asiático.
Outra possibilidade seria classificar quem perder para o Iraque na repescagem, Bolívia ou Suriname. Essa solução não alteraria a isonomia entre continentes no torneio e é explicada pelo conceito de “lucky loser” — vaga reservada a quem fica fora da chave principal, em caso de desistência de uma equipe.
O Irã tem jogos marcados em Inglewood, Califórnia, contra a Nova Zelândia e a Bélgica, nos dias 15 e 21 de junho, e em Seattle contra o Egito, no dia 26 de junho.
O regulamento da FIFA prevê multa de 250 mil francos suíços (aprox. R$ 1,6 milhão) para a equipe que abandonar o torneio. A Federação Iraniana de Futebol também pode sofrer sanções e ficar excluída de competições internacionais masculina, feminina e de base.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou por meio de mensagem publicada pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino, que a seleção iraniana era bem-vinda. A FIFA pode, conforme o regulamento, escolher entre diferentes soluções, incluindo a participação do Mundial de 2026 com 47 seleções.
Se a FIFA optar pela substituição do Irã, as opções se mantêm abertas, sem prejudicar a distribuição de vagas por continentes e mantendo o equilíbrio entre os grupos do torneio.
O Irã corre risco de sanções adicionais caso desista de competir, e a decisão final será tomada após avaliação da FIFA e das entidades envolvidas. Com informações atualizadas pelo Estadão Conteúdo.
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