Combustíveis e outros produtos: guerra no Irã já impacta preços no DF

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Cerca de 10 dias após o início da guerra entre Estados Unidos (EUA), Israel e Irã, os primeiros impactos do conflito chegaram ao Brasil e, principalmente, ao Distrito Federal, com o setor de combustíveis sendo o principal reflexo imediato.

O presidente do Sindicombustíveis-DF, Paulo Tavares, informou que as distribuidoras que abastecem os postos da capital têm aumentado os preços, mesmo sem reajuste anunciado pela Petrobras. O diesel subiu entre R$ 0,45 e R$ 0,48 por litro e a gasolina, entre R$ 0,10 e R$ 0,17, fazendo o preço médio da gasolina no DF chegar a R$ 6,42 contra R$ 6,30 na média nacional. Além disso, as três maiores distribuidoras precisam importar parte do estoque, pois, embora a Petrobras seja autossuficiente na produção de petróleo, não ocorre no refino, especialmente para o diesel.

Para o professor de economia da UnDF, Riezo Almeida, o conflito encarece o frete marítimo e o seguro das cargas. As distribuidoras atuam com estoques e o reajuste reflete a reposição desses estoques no novo patamar internacional e as incertezas da guerra. Ele acrescenta que o aumento do diesel é um sinal de alerta para a inflação de serviços e transportes, e que, no curto prazo, a população deve acompanhar os desdobramentos.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) enviou um ofício ao Cade solicitando uma investigação sobre esses reajustes para verificar indicícios de práticas que prejudiquem a livre concorrência e a possibilidade de conduta comercial uniforme ou combinada entre concorrentes, conhecida como cartel.

O economista César Bergo, da UnB, ressalta que o impacto imediato recai sobre combustíveis: o aumento do barril de petróleo e a valorização do dólar influenciam os preços dos derivados e a demanda por diesel para geração de energia. Ele defende fiscalização da ANP e dos órgãos de defesa do consumidor para checar se o repasse é apenas especulativo ou abusivo.

Além disso, a logística aparece como outro ponto importante: Brasília fica longe dos grandes centros de produção, o que reforça o peso dos fretes. Bergo também aponta que, se a guerra se prolongar, o agronegócio pode sofrer pelo abastecimento de fertilizantes, principalmente com o Irã sendo fornecedor. A Fecomércio-DF acompanha os possíveis impactos para adotar medidas até que haja um desfecho do conflito.

E você, já percebeu alteração nos preços ou no dia a dia com combustíveis na sua localidade? Compartilhe sua experiência nos comentários e participe da conversa sobre como isso afeta moradores, negócios e a região.

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