Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas alertou que a violência anticristã e a pressão legal sobre a liberdade religiosa têm aumentado na Europa, exigindo proteção mais firme em escala global. O chamado foi feito durante um evento paralelo intitulado “Apoio aos cristãos perseguidos, defesa da fé e dos valores cristãos”, em Genebra, na 61ª sessão do Conselho, conforme comunicado do Observatório sobre a Intolerância e a Discriminação contra os Cristãos na Europa.
Anja Tang, diretora executiva do Observatório, afirmou que há um número crescente de casos de pressão legal contra cristãos que expressam pacificamente suas crenças. Segundo os dados apresentados, foram registrados mais de 760 crimes de ódio anticristãos na Europa em 2024 e 2.211 incidentes violentos que afetaram cristãos no continente no mesmo ano.
O arcebispo Ettore Balestrero, observador permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas, destacou que os Estados têm a responsabilidade primordial de proteger a liberdade religiosa, permitindo que fiéis professem a fé sem interferência, pública ou privada. Ele afirmou que quase 400 milhões de cristãos no mundo enfrentam perseguição ou violação de direitos, e que cerca de 5.000 mortos pela fé em 2025, em média 13 pessoas por dia, reforçam a necessidade de ação.
Tang também mencionou o assassinato do cristão assírio Aushur Sarnaya, na França, em 2024, durante uma transmissão ao vivo de seu testemunho religioso, considerado pelas autoridades como ataque jihadista. Ela citou ainda o processo judicial contra a parlamentar finlandesa Päivi Räsänen por uma citação bíblica em debate público sobre questões sociais.
Entre as causas, destacam-se leis de neutralidade que limitam referências religiosas nas escolas, disputas sobre a governança de igrejas e manifestações públicas de fé, bem como controvérsias envolvendo direitos dos pais na educação e autonomia de entidades religiosas.
Márk Aurél Érszegi, assessor especial para assuntos religiosos do Ministério das Relações Exteriores e Comércio da Hungria, destacou programas de apoio prático, como o “Hungria Ajuda”, que coopera com igrejas e líderes religiosos para apoiar cristãos afetados pela violência e pelo deslocamento.
Nazila Ghanea, Relatora Especial da ONU sobre Liberdade de Religião ou Crença, afirmou que a violência contra cristãos está ligada a violações mais amplas de direitos humanos e deve ser entendida dentro do sistema internacional de proteção, com a dignidade humana no centro.
O arcebispo Balestrero reiterou que os governos precisam agir para proteger a liberdade religiosa e assegurar que fiéis possam professar a fé sem interferência. Segundo ele, quase 400 milhões de cristãos enfrentam perseguição ou violência e cerca de 1 em cada 7 cristãos é afetado, com quase 5.000 mortos pela fé em 2025; a impunidade persiste como um desafio crítico no combate à perseguição religiosa ao redor do mundo.
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