Operação Extinção Zero: Além de Salvador, PF cumpre 15 mandados em 6 cidades da Bahia; 2 suspeitos estão foragidos

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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a operação Extinção Zero, no combate a uma organização criminosa transnacional especializada no tráfico de animais silvestres ameaçados de extinção. Foram cumpridos 17 mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades da Bahia e em outros estados. Na Bahia, as ações ocorreram em Salvador, Juazeiro, Feira de Santana, Lauro de Freitas, Jeremoabo, Irecê e Vera Cruz; fora do estado, os mandados foram cumpridos em Pernambuco, Maranhão, Piauí, Pará e Tocantins. Até o momento, um alvo já estava preso e dois seguem foragidos; um suspeito foi detido em Salvador por maus-tratos a animais.

A investigação teve início após a apreensão, em fevereiro de 2024, no Togo, de um veleiro brasileiro que transportava 17 micos-leões-dourados e 12 araras-azuis-de-lear, espécies brasileiras ameaçadas de extinção. De acordo com a PF, os animais teriam saído do Brasil com documentação CITES inautêntica. A organização apresentava estrutura organizada, com divisão de tarefas entre capturadores, financiadores, intermediários e receptadores, além de utilizar drones, armamentos, contas bancárias interpostas e aplicativos de comunicação criptografada, adotando medidas para dificultar a identificação e o rastreamento das atividades ilícitas.

Confira o balanço da Polícia Federal na deflagração desta quinta:

Mandados de Busca e Apreensão: Salvador (2), Juazeiro (3), Feira de Santana (2), Lauro de Freitas (1), Jeremoabo (1), Irecê (1) e Vera Cruz (1) na Bahia; Petrolina (PE) (4); Araguanã (MA) (1); Mirinzal (MA) (1); Picos (PI) (1); Canto do Buriti (PI) (1); Bragança (PA) (2); Capanema (PA) (1).

Mandados de Prisão: Juazeiro (4), Feira de Santana (1), Jeremoabo (1), Petrolina (PE) (1), Santarém (PA) (1) e Araguanã (TO) (1).

Entre os desdobramentos, um suspeito já foi detido por maus-tratos a animais em Salvador, enquanto dois seguem foragidos. A operação evidencia uma rede transnacional que atua na captura, transporte e revenda de fauna silvestre, com planejamento, uso de tecnologia e mecanismos para evitar a atuação das autoridades.

As ações se conectam à apreensão ocorrida no Togo e reforçam a luta contra o tráfico de espécies brasileiras ameaçadas de extinção. O caso revela uma estrutura criminosa que movimenta recursos, coordena a cadeia desde a captura até a receptação, buscando sempre dificultar a identificação dos responsáveis.

E você, qual é a sua opinião sobre o impacto do tráfico de fauna na biodiversidade e na vida local? Deixe seu comentário e compartilhe suas ideias sobre como a sociedade pode apoiar as ações de fiscalização e proteção aos animais silvestres.

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