O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal na terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 4 de março de 2026. A investigação apura organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro, ameaças e invasão de dispositivos ligados a um esquema financeiro envolvendo o banco.
De acordo com a declaração do Imposto de Renda referente a 2024, Vorcaro informou ao fisco ter R$ 570 milhões de renda e R$ 2,64 bilhões em bens. O Metrópoles teve acesso aos documentos encaminhados pela Receita Federal à CPMI do INSS.
Veículos declarados:
- Range Rover SV8 Vogue — Valor: R$ 410.000,00
- Land Rover Evoque — Valor: R$ 398.664,00
- Range Rover SDV8 — Valor: R$ 375.000,00
- Land Rover Discovery 4 SE 3.0 — Valor: R$ 195.963,00
Ao todo, os quatro veículos totalizam o valor informado pela reportagem. Confira imagens dos automóveis:
O conjunto de bens declarados é relevante para entender o patrimônio do empresário. A reportagem também aponta que Vorcaro declarou restituição de R$ 28.764,97 no IR de pessoa física.
A defesa não se pronunciou sobre a divulgação das declarações ao Metrópoles.
Entenda o caso
Vorcaro foi preso pela PF na terceira fase da Operação Compliance Zero, investigando ligações entre o empresário e um esquema financeiro que envolve o banco dele. A detenção preventiva foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, acompanhado de buscas, apreensões e o bloqueio de bens.
O banqueiro já havia sido detido em novembro de 2025, na primeira fase da operação, no âmbito da apuração sobre a emissão de títulos de crédito supostamente fraudulentos vinculados ao banco. Após cerca de dez dias, ele foi solto e passou a cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, enquanto o inquérito prosseguia.
Agora, o caso segue para apuração sobre possível participação em organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos. A Justiça continua verificando a relação entre Vorcaro, o banco e os envolvidos no esquema.
E você, o que pensa sobre o papel de executivos de instituições financeiras na fiscalização de operações e na transparência de ativos? Deixe sua opinião nos comentários.






Comentários do Facebook