O Chile tem novo presidente, José Antonio Kast, que, após tomar posse, ordenou a construção de barreiras físicas na fronteira com a Bolívia para desencorajar a imigração irregular, uma das promessas-chave de campanha. Em ato em que assinou seus primeiros seis decretos, três ligados à imigração, Kast solicitou a cooperação de ministros e do Exército, e pediu ao comandante do Exército, Pedro Varela, que aumente o quadro de funcionários para a obra.
Dados oficiais apontam que 337 mil estrangeiros vivem no Chile sem a documentação exigida, evidenciando o desafio que o novo governo encara na fronteira sul-americana.
Em seu discurso de posse, Kast criticou o governo de esquerda de Gabriel Boric e afirmou que o Chile precisa de um governo de emergência para enfrentar rapidamente as emergências em segurança, saúde, educação e emprego. Prometeu que o combate à criminalidade será prioridade e que os adversários do país serão perseguidos, julgados e condenados.
O novo líder, de 60 anos, católico devoto e pai de nove filhos, é descrito por analistas como a expressão de uma direita conservadora pouco vista desde a redemocratização de 1990. Seu discurso atrai parte da população que busca frear índices de criminalidade e uma nova linha de atuação para a região.
A atuação de Kast já reacende o debate sobre imigração, segurança e governabilidade no Chile e pode influenciar a dinâmica regional. Como você vê a adoção de barreiras físicas na fronteira e o rumo de um governo de emergência para enfrentar problemas como criminalidade e falta de documentação? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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