O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito para relatar o mandado de segurança que tenta obrigar a Câmara a instalar a CPI do Banco Master, que investiga a nebulosa relação entre o banco de Vorcaro e o BRB.
O episódio destaca que Toffoli já foi sócio de empresas ligadas ao grupo de Vorcaro na compra do resort Taiayá, no Paraná. Ele ocultou esse vínculo ao assumir a relatoria e só acordou sobre a suspeita quando o conflito ganhou as manchetes.
Numa reunião supostamente secreta, Fachin e Cármen Lúcia defenderam que Toffoli deveria afastar-se. Os demais ministros, contudo, mantiveram o apoio ao colega, sinalizando uma leitura de divisão dentro do STF.
Toffoli abriu mão da relatoria principal, mas a mancha já estava feita. Agora, ele atua num puxadinho do mesmo caso e entendeu que insistir no protagonismo seria um suicídio institucional.
É preciso separar o CPF do CNPJ, lembram analistas, destacando que ministros são pessoas e a Corte é uma instituição. O Supremo não pode conviver com relatos de resorts ocultos ou de mensagens com banqueiros que compram apoio a preço de ouro. O Master continuará em aberto até que as relações entre Vorcaro, Toffoli e Moraes sejam apuradas.
Até lá, a dúvida continuará girando na mesma roleta que parece premiar os mesmos nomes. O caso segue em aberto, alimentando o debate sobre integridade e transparência no STF. E você, qual a sua opinião sobre o papel do Judiciário e da CPI neste tema?

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