Vorcaro tem nova equipe de defesa e deve optar pela delação premiada, diz jornalista

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O ex-banqueiro Daniel Vorcaro tem uma nova equipe de defesa em meio à investigação da trama do no Supremo Tribunal Federal (STF), sinalizando possibilidade de delação premiada. A reportagem de Mônica Bergamo, publicada pela Folha de S. Paulo, aponta que ele pode negociar esse acordo. A troca de relatores envolve o advogado Pierpaolo Bottini, que deixa o caso, e o nome de José Luís Oliveira Lima, que deve assumir a atuação jurídica.

A saída de Bottini já refletia interpretação anterior de que não participaria de eventual delação premiada no caso de Vorcaro. Ao deixar o processo, ele citou motivos pessoais. Já Oliveira Lima, considerado um dos criminalistas mais relevantes do país, tem histórico de conduzir delações premiadas de peso, como a do ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, no auge da Operação Lava Jato.

Vorcaro atuava como advogado para o Banco Master antes da liquidação da instituição pelo Banco Central, em novembro. Segundo fontes ligadas ao empresário, ele já cogitava a hipótese de delação antes mesmo de ser preso, no dia 4 de março, por decisão do ministro do STF André Mendonça.

Ele aguardava o julgamento da Segunda Turma da Corte para definir a estratégia final. Nesta sexta-feira (13), a prisão foi mantida. Ao determinar a detenção, Mendonça entendeu que fatos contemporâneos mostrariam que o dono do Master violou as regras das medidas cautelares impostas anteriormente.

O histórico do caso também inclui uma prisão anterior, em novembro, quando a instituição foi liquidada pelo Banco Central. Vorcaro foi solto, mas teve que usar tornozeleira eletrônica e não podia deixar a cidade de São Paulo. A Polícia Federal encontrou no celular do empresário mensagens que revelavam a existência de uma milícia privada, chamada A Turma, com o objetivo de coagir e ameaçar desafetos.

Ao repercutir a matéria, a Folha de S. Paulo mostra o cenário de uma disputa jurídica complexa envolvendo o Banco Master, a chance de delação premiada e a atuação de advogados de peso no STF. O desfecho pode alterar a condução das estratégias legais, com o objetivo de esclarecer responsabilidades e influenciar possíveis penas dentro da trama financeira.

Convidamos você, leitor, a acompanhar os próximos desdobramentos e a compartilhar suas opiniões sobre a possibilidade de uma delação premiada e sobre o papel de defesas proeminentes no STF. Como você percebe a influência de acordos judiciais nessa pauta? Deixe seu comentário e participe da discussão sobre esse caso que envolve bancos, tribunais e uma figura empresarial sob forte escrutínio.

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