Feminicida finge dificuldade para andar em júri, mas é desmascarado por câmeras. Veja vídeo

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Um caso de feminicídio em Flores de Goiás ganhou novo contorno when um homem que confessou ter matado a ex-mulher foi flagrado por vídeos de segurança fingindo ter dificuldade para andar durante o ingresso ao Tribunal do Júri local. José Fernando Soares Meireles chegou caminhando normalmente ao fórum, depois passou a mancar ao entrar na sala onde seria a sessão, levantando dúvidas sobre a conduta do acusado. Em decorrência disso, o julgamento foi anulado e uma nova sessão plenária está marcada para 7 de maio, mantendo José Fernando em liberdade.

O caso remonta a 16 de julho de 2016, quando José Fernando invadiu a casa da ex-esposa, Marli Lino da Silva Meireles, com o intuito de reatar o relacionamento. Inconformado com a negativa, ele sacou uma arma e proferiu: “Se você não ficar comigo, não fica com mais ninguém”. Iniciou luta corporal, chutou as pernas de Marli e disparou na cabeça dela. Uma amiga da vítima, Ivonete Bezerra, testemunhou o momento em que José Fernando a puxou, a jogou no chåo e tentou atirar contra Ivonete, mas a arma falhou. Em abril de 2019, a família de Marli denunciou o caso ao Tribunal do Júri de Goiás (TJGO).

No julgamento de 2025, José Fernando chegou ao fórum caminhando sem aparentar dificuldades. Ao atravessar o detector de metais e se dirigir à sala, o perfil mudou: ele passou a receber ajuda de uma mulher para se manter de pé e segurar-se. As imagens, anexadas pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), registraram o momento em que o acusado finge a debilidade. A defesa questionou a dé vida de anexar os vídeos com menos de três dias úteis de antecedência, argumento que consta nos autos durante o recurso impetrado.

Durante interrogatório, José Fernando chegou a confessar ter matado a ex-esposa, mas negou a tentativa de atirar na amiga Ivonete. Em trechos do inquérito, ele afirmou que foi agredido por Marli e por um rapaz, perdeu a cabeça e atirou contra ela; disse ainda que, ao sacar a arma, Marli tentou segurar seu braço e um disparo foi feito para o alto, enquanto o segundo o atingiu.

Entenda o andamento do caso: na madrugada de 16 de julho de 2016, José Fernando invadiu a casa de Marli e pediu para reatar a relação; diante da recusa, houve luta e o disparo fatal. Ivonete Bezerra testemunhou a seqüência, incluindo a tentativa de disparo contra ela, que falhou. O MPGO registrou as imagens que embasaram o parecer sobre fingimento de mobilidade no dia do julgamento. Em agosto de 2025, José Fernando foi condenado a 20 anos e 9 meses de prisão, mas o TJGO anulou o julgamento, abrindo caminho para nova sessão plenária.

No momento, José Fernando aguarda a ação em liberdade, enquanto a nova data da sessão, marcada para 7 de maio, bate na linha do tempo do processo. O caso reacende o debate sobre a forma como as evid?ncias de comportamento e o uso de imagens de segurança são tratadas pela Justiça, e sobre a seriedade das acusações de feminicídio no Estado.

Conectando passado e presente: o que se sabe sobre o crime e o processo O crime ocorreu em julho de 2016, quando Marli foi morta em casa. José Fernando comentá ter matado a ex-esposa, mas negou a tentativa de agressão a Ivonete. A anulação do julgamento anterior e a marcação de nova sessão reforçam a leitura de que novas provas podem influenciar o veredito final. O caso permanece sob observância pública, com a comunidade local acompanhando cada desdobramento e debate sobre o papel das provas na forma de julgamento.

Caso o desfecho permaneça, a expectativa fica com a nova sessão, que pode trazer esclarecimentos adicionais sobre as circunstância s da morte de Marli e sobre as acusações que recaem sobre José Fernando. A discussão envolve ainda os pormenores do depoimento e as evidências apresentadas, que, segundo a defesa, podem ter sido utilizadas de forma inadequada no julgamento anterior.

Gostou da cobertura? Deixe sua opinião nos comentários: como você avalia o papel das imagens de segurança em crimes reportados e julgados pela Justiça? Compartilhe sua visão sobre o caso de Flores de Goiás e suas implicações para a percepção pública da justiça.

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