Moraes determina transferência de condenados do caso Marielle para presídio no Rio

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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorizou a transferência de Domingos Brazão e de Rivaldo Barbosa para uma penitenciária no Rio de Janeiro, movendo-os de uma prisão federal em Rondônia e de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para o presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo Penitenciário de Gericinó. A decisão, publicada neste sábado, 14, ocorre no contexto da condenação de Domingos Brazão e de seu irmão, Chiquinho Brazão, em fevereiro, a 76 anos e 3 meses de prisão como mandantes da morte da vereadora Marielle Franco. Rivaldo Barbosa, ex-chefe de Polícia Civil, foi condenado a 18 anos por obstrução de justiça e corrupção. Moraes destacou que, na época da custódia preventiva, ainda havia riscos de interferência criminosa, mas que esse cenário mudou com a conclusão da fase instrutória e estabilização das provas.

A decisão de Moraes determinou a transferência imediata para o presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio. Segundo o ministro, ausentes os elementos excepcionais que anteriormente justificavam o regime de custódia preventiva, não há mais demonstração concreta de risco atual à segurança pública que justifique a manutenção do regime de custódia separado. A mudança sinaliza a passagem de uma etapa do processo, com as provas já consolidadas, para a execução penal no sistema prisional comum.

No aspecto penal, a decisão também manteve o capítulo financeiro do veredito: os condenados devem pagar R$ 7 milhões em indenizações a familiares de Marielle Franco, ao motorista Anderson Gomes — morto no atentado — e a Fernanda Chaves, sobrevivente da tragédia. Além disso, o STF determinou a perda dos cargos públicos atribuídos aos envolvidos. As informações reforçam o conjunto de sanções civil e administrativa que acompanha as condenações, como parte de um desfecho que repercute amplamente no debate sobre responsabilidade de autoridades envolvidas no caso.

Segundo a cobertura da Folha de S. Paulo, Moraes ressaltou que as motivações originais da custódia — estancar a atuação de uma organização criminosa, preservar a colheita probatória e impedir interferências externas — perderam força com a conclusão da fase instrutória e a estabilização das provas. Assim, a decisão aponta para a adequação da custódia ao estágio atual do processo, mantendo o foco na segurança pública sem manter medidas extraordinárias que já não se justificam. Trata-se de um movimento relevante num caso que ganhou enorme atenção nacional.

Este desfecho ressalta como o judiciário equilibra a necessidade de manter a integridade do processo com a violência simbólica de um assassinato que mobilizou a sociedade. A transferência e as medidas de responsabilização pedem análise sobre impactos para a Justiça, para as famílias das vítimas e para a confiança pública nas instituições. E você, o que pensa sobre as mudanças no regime de prisão e as sanções aplicadas? Compartilhe sua visão nos comentários.

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