O maior reggaeman do Brasil, Edson Gomes, pode receber a Comenda Dois de Julho, a maior honraria da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A proposta foi apresentada pelo deputado Leandro de Jesus (PL) em um Projeto de Resolução protocolado no dia 16, reconhecendo a trajetória cultural do cantor natural de Cachoeira e valorizando o papel do reggae do Recôncavo Baiano no cenário nacional. Meta descrição: homenagem ao reggae baiano que consolidou Edson Gomes como referência cultural no Brasil.
Na justificativa, o deputado Leandro de Jesus sustenta que a honraria se justifica pela história cultural de Gomes. Ele o descreve como o “maior nome da história do Reggae” no Brasil e destaca que o artista levou a música produzida no Recôncavo Baiano para outros cantos do país, expandindo a cultura regional. O parlamentar, identificado entre correntes bolsonaristas do Legislativo, aponta a atuação de Gomes como exemplo de representatividade e de legado cultural que ultrapassa fronteiras locais.
As palavras de Leandro de Jesus ressaltam ainda que Edson Gomes atravessou gerações, mantendo a força de suas mensagens. A homenagem seria, segundo ele, uma forma de reconhecer a trajetória de um artista que, ao longo de décadas, continua influente na cena cultural da Bahia e do Brasil, consolidando a ligação entre a música de protesto e as questões sociais que ainda mobilizam o público.
Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Edson Gomes usou a música como ferramenta de reflexão social. Suas composições tratam de desigualdade, violência urbana, pobreza e as contradições do cotidiano brasileiro, imprimindo uma marca de protesto que o levou a ser reconhecido nacionalmente e a conquistar identificação entre diferentes públicos.
Natural de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, Edson Gomes iniciou a carreira no fim da década de 1970, imerso no reggae de origem jamaicana e na influência de Bob Marley. Nos anos 80 ele ganhou projeção ao levar o reggae de protesto ao cenário brasileiro, abordando desigualdade social, racismo e contradições do cotidiano com uma linguagem direta. Em 1988 lançou um dos seus álbuns mais conhecidos, Reggae Resistência, que ajudou a consolidar seu nome no gênero. Entre seus sucessos, destacam-se canções como “Malandrinha”, “Campo de Batalha”, “Samarina” e “Árvore”, que passaram a figurar entre os pilares do reggae nacional.
Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Edson Gomes utilizou a música como ferramenta de reflexão e denúncia sobre questões como desigualdade, violência urbana, pobreza e contradições do cotidiano brasileiro. Esse repertório não apenas consolidou sua imagem de pioneiro do reggae de protesto, mas também ajudou a expandir o cenário baiano para além das fronteiras regionais, garantindo reconhecimento nacional e identificação entre diversas gerações de ouvintes.
A decisão sobre a concessão da Comenda Dois de Julho ainda não foi anunciada, mas o projeto já coloca Edson Gomes no centro de um debate sobre o valor da cultura regional e o alcance de seus artistas no Brasil. E você, o que pensa sobre essa homenagem a uma das vozes mais marcantes do reggae brasileiro? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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