O vereador Silvio Humberto, líder da Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, analisa o cenário cultural da cidade, critica a gestão municipal e aponta a possibilidade de concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026. Em entrevista ao Bahia Notícias, ele avaliou o Plano Municipal de Cultura, a relação entre Legislativo e Executivo e os caminhos para ampliar a representatividade política e o desenvolvimento da cidade.
Ao examinar o Plano Municipal de Cultura, Silvio Humberto afirma que a proposta representa um avanço significativo para o setor cultural. O vereador destaca que o conteúdo decorre de um amplo diálogo com a sociedade, com participação popular durante a elaboração, o que, segundo ele, fortalece o papel do Legislativo na definição de políticas públicas para a cidade.
Sobre o período mais duro da pandemia de COVID-19 (2020-2022), o parlamentar relembra mobilizações do setor cultural que demonstraram resistência e organização, mesmo diante das dificuldades. “NÓS temos mantido um bom diálogo com a sociedade. Basta ver os impactos positivos gerados durante a pandemia, em um governo que era frontalmente contra a cultura e trabalhou contra”, afirmou.
Silvio Humberto também critica a gestão do prefeito Bruno Reis, afirmando que a cidade carece de planejamento estratégico para o seu futuro. Segundo ele, Salvador não sinaliza perspectivas claras e o modelo de desenvolvimento atual favorece a especulação imobiliária, sem assegurar renda decente para a população.
O vereador sustenta que não há falta de diálogo com a sociedade, mas aponta que a administração não tem um projeto de longo prazo para a cidade. Ele defende que Salvador não pode virar um espaço exclusivo para a especulação imobiliária, sob risco de comprometer empregos formais e a qualidade de vida dos moradores.
Quanto à relação com o Executivo, Silvio Humberto rejeita o rótulo de que a Câmara funciona como um apêndice da prefeitura. Mesmo em minoria, ele afirma que o Legislativo tem protagonismo e citou o presidente da Câmara, Carlos Muniz, como defensor do respeito às prerrogativas dos vereadores e da independência institucional.
O parlamentar também comentou o episódio envolvendo a ocupação do Centro de Cultura da Câmara por lideranças sindicais, que resultou em demissões. Para ele, a medida tomada pela prefeitura foi extrema e não condiz com um sistema democrático; ele defende uma revisão dessa iniciativa pela gestão municipal.
A pauta eleitoral também está na agenda de Silvio Humberto. Ele confirmou a possibilidade de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas próximas eleições e lembrou que já havia tentado o cargo em 2018, estando hoje mais amadurecido para levar adiante uma atuação focada em ampliar a bancada negra, fortalecer pautas de igualdade racial e promover transformações sociais.
Sobre a pré-campanha, o vereador afirmou que, se necessário, se afastará temporariamente das atividades na universidade em julho para dedicar-se à mobilização cívica e às articulações políticas, mantendo o foco na defesa da cidade e nas ações dentro e fora do partido.
Para ilustrar a entrevista, o material inclui um vídeo com a análise dele sobre o Plano Municipal de Cultura de Salvador, disponibilizado pela reportagem, que reforça as perspectivas de continuidade do diálogo entre Legislativo e sociedade na gestão cultural da cidade.
Como leitor, qual sua avaliação sobre o papel do Legislativo na condução das políticas culturais de Salvador e sobre a possível candidatura de Silvio Humberto a deputado federal? Deixe seus comentários, compartilhe suas ideias e participe do debate sobre o futuro da cidade e de suas pautas de transformação social.

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