Fachin diz que democracia exige “vigilância constante” e defende Judiciário independente

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira que a democracia não é uma dádiva perene e exige vigilância ativa e constante. A declaração foi proferida na abertura do 187º período de sessões da Corte Interamericana de Direitos Humanos, marco relevante para o sistema regional de proteção de direitos e para o equilíbrio entre os poderes.

A sessão, realizada no STF, reuniu todos os ministros da Corte. Também acompanharam os trabalhos o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), representantes de diferentes esferas do governo que reforçam a importância de um diálogo entre os poderes para a defesa da democracia.

Fachin defendeu que a manutenção da democracia está ligada à existência de instituições sólidas, especialmente de um Judiciário forte e independente, capaz de atuar com autonomia conforme a Carta Democrática Interamericana. Em seu diagnóstico, sem um Judiciário sólido a democracia perde a capacidade de enfrentar os desafios e de assegurar a proteção de direitos fundamentais.

“Não há democracia sem instituições sólidas e atuantes na linha do que preceitua a Carta Democrática Interamericana. E, no desenho de qualquer democracia constitucional digna desse nome, um Judiciário independente é instituição central”, afirmou o ministro, destacando o papel decisivo dessa independência para garantir tanto o governo da maioria quanto a defesa dos direitos de todos, inclusive das minorias.

A fala de Fachin se insere em um momento em que a saúde das instituições é tema central no Brasil e na região. A Carta Democrática Interamericana estabelece padrões para a governança democrática, e a presença de representantes do Judiciário brasileiro na abertura evidencia o compromisso com a proteção dos direitos humanos e com o equilíbrio entre Poderes para fortalecer a cidadania na cidade, nos moradores, na localidade e na região.

Historicamente, a defesa de um Judiciário independente tem sido vista como condição essencial para além da governança de maioria. Ela permite a fiscalização dos atos do Executivo, a proteção dos direitos fundamentais e a garantia do devido processo legal. A abertura do 187º período de sessões, nesse sentido, reforça a visão de que a democracia se constrói dia a dia, com instituições que funcionam de forma autônoma e responsável.

No contexto regional, a atuação de tribunais internacionais e da Corte Interamericana de Direitos Humanos serve como lembrete claro de que a democracia não se sustenta apenas com votos, mas com o respeito às regras, aos direitos humanos e à proteção das minorias. A participação de autoridades brasileiras nessa abertura reforça a importância de dialogar com padrões internacionais para fortalecer a convivência cívica na cidade e na região.

À medida que o tema volta ao centro do debate público, fica claro que a independência do Judiciário e a solidez institucional são condições indispensáveis para a dignidade humana, para a justiça social e para a manutenção de um regime democrático estável. E você, qual é a sua opinião sobre o papel do Judiciário na garantia de direitos e na proteção das minorias? Compartilhe seus pensamentos nos comentários para enriquecer o debate na sua cidade.

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