Caso de feminicídio em João Pessoa envolve médica francesa assassinada pelo namorado; investigações revelam detalhes e desfecho trágico
Caso de feminicídio em João Pessoa envolve a morte de uma médica francesa de 73 anos, ocorrida no bairro Manaíra. Segundo a Polícia Civil da Paraíba, a profissional foi morta a facadas e, em seguida, o corpo foi encontrado sem cabeça e incendiado, um cenário que chocou moradores da cidade. As imagens de câmeras de segurança mostram o parceiro do casal, Altamiro Rocha dos Santos, carregando o corpo em uma mala no prédio em que o casal morava, configurando uma sequência de evidências que a investigação analisa com cautela.
A vítima foi identificada como Chantal Etiennette, médica francesa, que morava com o companheiro no mesmo edifício no Manaíra, em João Pessoa. A polícia investiga o caso como feminicídio e já reuniu registros de imagens de videomonitoramento que indicam a participação de Altamiro na manipulação do cadáver logo após o crime. O material sugere que ele deixou o prédio com a mala contendo o corpo em uma das datas em que as câmeras registraram movimentos do casal.
As apurações também detalham um possível desdobramento sinistro: segundo a Polícia Civil, Altamiro teria feito um acordo com um homem em situação de rua para que ateasse fogo ao cadáver em troca de drogas. O suspeito envolvido nesse acordo ainda não foi localizado, o que amplia as linhas de investigação sobre a possibilidade de participação de terceiros.
Um dia após o suposto cremação do corpo, o principal suspeito Altamiro Rocha dos Santos foi encontrado morto. O corpo foi localizado na quinta-feira, 12 de março, apresentando uma lesão profunda no pescoço compatível com esgorjamento; as autoridades também constataram que as mãos e os pés estavam amarrados, sugerindo um desfecho violento que encerra a linha de investigação de maneira abrupta, mas não encerra as perguntas sobre o crime nem sobre a rede de acontecimentos que o cercam.
Principais fatos
- Últimas imagens da vítima com vida são de sábado, 7 de março.
- Imagens de dois circuitos de segurança, na terça-feira, 14 de março, mostram Altamiro descendo com a mala contendo o corpo.
- O delegado Thiago Cavalcanti afirma que os elementos da investigação indicam que a vítima já estava morta pela manhã de terça.
- Em outra gravação, é possível ver, ao fundo, o suspeito deixando o local logo após o crime, ainda na quarta-feira, 11 de março.
- O principal suspeito Altamiro Rocha foi encontrado morto na quinta-feira, 12 de março.
O médico legista Flávio Fabres, do Instituto de Polícia Científica, encaminhado pelo IPC, afirmou que a causa da morte da vítima foram golpes de faca na região do tórax. As investigações continuam para esclarecer eventuais cúmplices, motivações e relações entre as ações do casal e o que levou ao desfecho violento. O caso destaca a gravidade de crimes contra mulheres e a importância de medidas de proteção e resposta rápida por parte das autoridades, bem como a necessidade de entender as dinâmicas que cercam esse tipo de violência.
Galeria de imagens



Este caso mantém todos os elementos de mídia relevantes para o entendimento público, mantendo a linha factual e sem recorrer a sensacionalismo. A cobertura respeita as informações oficiais divulgadas pela Polícia Civil e pelo IPC, apresentando uma cronologia clara e os desdobramentos que moldam a investigação. A repercussão regional é grande, com cobranças por justiça, proteção às vítimas e transparência nas ações das autoridades frente a casos de violência contra a mulher.
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