Resumo: Em Jequié, o ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), autorizou o início das obras de restauração da BR-330, parte de um pacote de investimentos de 57,4 milhões de reais do Novo PAC. O ato ocorreu em meio a críticas veladas ao prefeito Zé Cocá (PP) e reforçou a importância da ligação entre Jequié e Ubaitaba para a infraestrutura da região Sudoeste e Sul da Bahia. O momento alimenta o debate político para 2026, com Rui Costa mantendo posição firme diante de divergências com aliados de outrora.
O protocolo de obras, apresentado nesta sexta-feira (20), destaca a relevância estratégica da BR-330 para o escoamento de produção, turismo e desenvolvimento regional, num pacote que soma recursos federais para melhorias de infraestrutura em cidades baianas. Rui Costa ressaltou a parceria entre os governos, colocando a execução da melhoria rodoviária como prioridade para o equilíbrio econômico da região.
Durante o ato, o ministro não citou nominalmente o gestor municipal, mas fez referência a uma trajetória de apoio a Cocá no passado, deixando claro que a aliança antiga não impede críticas nem ajustes de rota quando for necessário para o andamento das obras.
“Eu ajudei a construir a casa do cara. Dez domingos eu me dediquei a isso, bati laje, carreguei pelas costas, e o cara está falando mal”, afirmou Rui Costa, enfatizando que o engajamento direto com a comunidade é o que norteia sua atuação pública e que ingratidão não vai amedrontá-lo.
As declarações de Costa foram compartilhadas pelo Blog do Marcos Frahm, referência local para Bahia Notícias, em meio ao acirramento das discussões políticas para as próximas eleições. A fala reforça o enredo de disputas entre Rui Costa e o atual prefeito de Jequié, que se encontram em campos opostos na cena política estadual.
O trecho da rodovia a receber melhorias compreende a ligação entre Jequié e Ubaitaba, obra vista como parte central da infraestrutura regional. O investimento no BR-330 é apresentado como peça-chave para a conectividade, facilitando o fluxo de pessoas e mercadorias na região sudoeste e no sul da Bahia, com impactos diretos na economia local.
GESTORES INGRATOS?
Na ocasião, sem citar nomes, o então governador da Bahia fez alusões a um antigo aliado de Seabra que teria migrado para a oposição em determinada caminhada pela cidade, sugerindo que o poder pode diluir lealdades quando o jogo político muda.
Em 2022, Rui Costa afirmou não ter esquecido a construção de serviços na Chapada: hospital da região e uma maternidade que, segundo ele, mostraram como a mobilização popular pode decidir rumos políticos. O tom da fala buscou ilustrar a diferença entre o que é feito pela gestão e as mudanças de posição em termos de apoio à base de poder local.
O político citado como o “cara” no trecho de Seabra aparece como o ex-prefeito Fábio Oliveira, ligado ao PP. Oliveira já enfrentou investigações do TJ-BA por possíveis irregularidades em licitações e recebeu multa do TCM, valores que ajudam a compor o contexto das críticas e lembranças mencionadas por Rui Costa durante o ato público.
Essa combinação de obras, disputas locais e lembranças de apoio anterior traça o retrato de uma temporada em que o núcleo político da região tenta alinhar interesses de desenvolvimento com estratégias eleitorais para 2026, sempre com a BR-330 como referência central de melhoria de infraestrutura.
Como você vê esse momento de acirramento político em torno de obras de infraestrutura e alianças regionais? Participe nos comentários com sua leitura sobre o impacto da BR-330 para Jequié, Ubaitaba e cidades vizinhas, e compartilhe a sua opinião sobre o futuro da relação entre Rui Costa, Cocá e lideranças locais.

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