Morre segunda vítima da queda de avião monomotor em Manaus

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Resumo curto: Um acidente de avião de pequeno porte durante treino no Aeroclube do Amazonas, em Manaus, deixou duas pessoas mortas: o aluno Ulisses de Oliveira e o instrutor Fernando Lúcio Moreira dos Santos Filho. A aeronave, modelo Cessna 152, realizava uma manobra de instrução quando ocorreu a queda. O Cenipa investiga as causas, enquanto as autoridades seguem coletando informações no local.

Ulisses de Oliveira foi encaminhado ao Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio, na zona Leste de Manaus, em estado gravíssimo, com traumatismos craniano e torácico. A Secretaria de Saúde do Amazonas (SES-AM) confirmou o óbito do aluno. O instrutor Fernando Lúcio Moreira dos Santos Filho, de 40 anos, faleceu ainda no local da queda. Ambos eram ocupantes da aeronave envolvida no incidente.

O acidente ocorreu por volta das 9h, durante uma sessão de instrução no Aeródromo de Flores. De acordo com informações preliminares, a aeronave realizava o procedimento de toque e arremetida, prática comum na formação de pilotos, quando perdeu altitude de aproximadamente 30 metros e caiu próximo à lateral da pista, tombando na região de vegetação. O monomotor, um Cessna 152 de matrícula PR-TSM, teve a frente e o motor destruídos pela queda.

A ação de atendimento foi feita pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). O chamado ocorreu por volta das 9h30, e as equipes chegaram ao local em cerca de cinco minutos. A operação envolveu 14 militares, quatro viaturas e contou com o apoio da Polícia Militar, do Instituto Médico Legal (IML) e de equipes da perícia para resguardar a cena e realizar os procedimentos necessários de avaliação.

As causas do acidente ainda não foram estabelecidas, e a investigação ficará a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea Brasileira. O Cenipa deverá analisar fatores técnicos, condições meteorológicas, procedimentos de treinamento e demais elementos operacionais que possam ter influenciado o ocorrido.

Sobre o instrutor, Fernando Lúcio possuía mais de 1,5 mil horas de voo, sendo mais de 400 horas na aeronave envolvida no incidente. Ele atuava há seis anos no Aeródromo de Flores e ocupava o cargo de diretor do Centro de Instrução de Aviação Civil do aeroclube, instituição responsável pela formação de pilotos na região. Esses dados ressaltam a experiência acumulada por quem guiava o treino no momento da tragédia.

Veja o momento da queda:

Este acidente reacende a discussão sobre a segurança na instrução de voo na cidade e na região. As autoridades reiteram que o Cenipa continuará as investigações para esclarecer as causas e adotar eventuais medidas preventivas. Moradores de Manaus e da região acompanham de perto o desenrolar das apurações, enquanto as autoridades trabalham para entender o que ocorreu e como evitar novas ocorrências em aeródromos de formação de pilotos.

Este é um tema de interesse público. Convidamos leitores e moradores a compartilharem perguntas, observações e opiniões sobre segurança na aviação de instrução. Sua participação é fundamental para enriquecer o debate sobre prevenção de acidentes e fortalecer as práticas de segurança na aviação de pequeno porte.

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