Resumo: em São Paulo, Analu Pimenta estrela o musical Tina: Tina Turner O Musical, interpretando Tina Turner no Teatro Santander até 3 de maio. O espetáculo explora a vida da diva, com uma preparação intensa, aborda os desafios pessoais e a transformação de uma das maiores estrelas da música, ao mesmo tempo em que traz à tona temas relevantes como violência doméstica. O texto traz trechos da entrevista com a atriz, destacando a relevância de Tina Turner para a música mundial e para a própria carreira de Analu.
No palco do Teatro Santander, em São Paulo, Analu Pimenta dá vida a Tina Turner na versão brasileira de Tina: Tina Turner O Musical. A atriz reserva um espaço especial para a força da cantora, reconhecendo nela uma revolução na história da música. A produção promete uma experiência energética, que leva o público a vivenciar o show da própria Tina, com uma entrega vocal e cênica marcada pela intensidade necessária para retratar uma lenda do rock.
Segundo Analu, a preparação foi de alto nível. “Eu tive que fazer uma preparação de resistência vocal, resistência física e preparação cênica, para além dos nossos ensaios de dois meses até a peça ficar pronta”, contou. Esse rigor reflete o objetivo de entregar uma performance que capture a essência de Tina Turner, sem recorrer a simplificações. A atriz descreve o processo como um desafio que exige disciplina e dedicação para chegar à autenticidade desejada.
Além do estrelato musical, o musical não foge de temas difíceis. A peça aponta a relação conflituosa de Tina com Ike Turner e os abusos que ela enfrentou, propondo um retrato realista que instigue o público a refletir sobre violência doméstica. “A gente precisa mostrar e falar sobre esses assuntos para que as pessoas enxerguem essas realidades”, enfatiza a intérprete. A mensagem é clara: a história de Tina é também de resistência e superação, oferecendo uma visão de vitória diante das adversidades.
A carreira de Analu Pimenta já é marcada por importantes trabalhos no teatro musical brasileiro. Além de Tina Turner, ela traz em seu repertório produções de sucesso como Shrek – O Musical, A Cor Púrpura, Vozes Negras e Tom Jobim – O Musical. Em 2023, integrou o elenco de Bob Esponja – O Musical, interpretando Sandy Bochechas, e participou de A Noviæa Rebelde como Madre Superiora. No novo espetáculo, o objetivo de Analu é claro: que o público feche os olhos e sinta que está em um show da própria Tina Turner, com a mesma energia e presença cênica.
Em entrevista, Analu reforça a importância de Tina Turner para a história da música. “Ela foi a maior performer de rock da história, uma mulher preta, ela é a revolução em pessoa. Se não existisse Tina Turner, talvez não existisse Beyoncé, talvez não existissem tantas outras.” A atriz revela que a vida de Tina, marcada por reviravoltas e retorno ao estrelato após os 40 anos, oferece uma narrativa poderosa de representatividade e transformação. Esse aspecto é especialmente significativo para uma artista que está na fase inicial da carreira, destacando a relevância de buscar papéis que inspirem o público.
A relação com a música e o caminho até o teatro também aparecem na fala de Analu. Ela narra que a música entrou em sua vida ainda cedo, com apoio familiar e experiência em coral, igreja e bandas. Esse percurso sólido explica a confiança em aceitar papéis que exigem não apenas técnica, mas uma conexão profunda com histórias que transformam quem assiste. Quando questionada sobre os próximos sonhos no palco, a atriz admite a graça de interpretar personagens com histórias relevantes e com impacto emocional duradouro para o público.
Confira abaixo a galeria de imagens que registra momentos marcantes da produção e da intérprete, com registros de bastidores, cenas de palco e a presença marcante de Analu Pimenta em Tina Turner O Musical. A seguir, a galeria é apresentada em formato responsivo com grid e lightbox para melhor visualização.









Para facilitar a experiência, basta clicar numa foto para abrir a versão ampliada em uma lightbox. Navegue pelas imagens com o mouse ou toque no visor para fechar e voltar ao grid.
Confira o bate-papo completo:
– Como é viver uma diva da música internacional como a Tina Turner? Fez algum tipo de preparação especial?
Nossa, é um trabalho muito difícil viver a Tina Turner. Tem coisas muito específicas, né? O jeito de cantar, o jeito de dançar, uma história de vida muito difícil. Então, sim, eu tive que fazer uma preparação de resistência vocal, resistência física, preparação cênica, para além dos nossos ensaios de dois meses até a peça ficar pronta.
– Em filmes e outras produções biográficas, normalmente os momentos complicados são suavizados. Qual a importância de falar também das dificuldades na carreira e na vida pessoal?
No nosso espetáculo, a gente aborda com muita verdade os momentos de violência e dificuldade, assim, os temas que precisam ser ditos e eu acho que é muito importante que, principalmente no momento que a gente está vivendo, de tanta violência doméstica, de feminicídio em alta, é que a gente realmente bote o dedo na ferida porque a gente precisa mostrar e falar sobre esses assuntos para que as pessoas enxerguem essas realidades.
Nesse caso da história da Tina, é uma realidade que ela conseguiu sair, então uma história de vitória, então é bom que a gente mostre tudo que ela passou e que a gente também mostre a possibilidade de saída.
– Na sua visão, qual a importância de Tina Turner para a música mundial e, mais pessoalmente, na sua vida? Qual ponto novo da história dela o espetáculo te apresentou?
Eu acho a Tina muito relevante para a história da música, porque primeiro que ela foi a maior performer de rock da história, uma mulher preta, ela é a revolução em pessoa. Então ela fez um caminho que ninguém trilhou antes. Se não existisse Tina Turner, talvez não existisse Beyoncé, talvez não existissem tantas outras.
Tem tantos pontos da história dela no musical que me surpreenderam, porque eu conhecia a história, mas acho que como a maioria do público conhece a história superficialmente, né? Mas saber que tudo isso, que a vida dela teve essa reviravolta, essa volta ao estrelato depois dos 40 anos é muito representativo para uma artista que, no meu caso, acabei de completar 39 e tô na minha primeira protagonista. É de uma representatividade absurda.
– Você já passou por vários musicais. Como a música entrou na sua vida?
Bom, a música entrou na minha vida muito cedo. A minha mãe era pianista, trabalhava no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, dava aula de canto de piano. Logo depois que eu fui crescendo, fiz parte do coral da escola, depois cantei na igreja, depois participei de um grupo de garotos que cantavam, até começar a fazer teatro e entrar para o teatro musical. Eu cantei em muitas bandas, então a música sempre esteve presente na minha vida.
– Entre tantos personagens, tem algum que você sonha interpretar?
Olha, eu amaria fazer a Nala do Rei Leão, a Elphaba do Wicked, mas eu sonho com personagens que tenham realmente histórias relevantes e que representem pessoas, né? Que as pessoas saiam se sentindo transformadas pessoalmente do teatro.
Agora é com você: conte nos comentários qual aspecto do musical mais chamou sua atenção ou qual personagem você gostaria de ver Analu interpretando em projetos futuros. Sua opinião é muito importante para nós.

Comentários do Facebook