Após Trump chamar aliados de covardes, mais de 20 países dizem estar prontos para desbloquear Ormuz

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Resumo: Em meio a uma escalada de tensão, mais de 20 países — integrando um grupo de 22 nações, com participação europeia e a presença de Emirados Árabes Unidos e Bahrain — afirmam estar prontos para desbloquear o Estreito de Ormuz e assegurar a passagem de mercadorias. O sinal de cooperação internacional surge após Donald Trump classificar aliados da Otan como covardes por não apoiarem a reabertura da rota. Enquanto governo americano aponta queda na capacidade de ameaça do Irã, o mercado reage com altas no petróleo e mensagens duras entre Washington e seus parceiros.

Em comunicado conjunto, esse conjunto de 22 países disse estar disposto a contribuir com os esforços adequados para garantir a navegação segura pelo estreito. Os signatários, entre eles representantes europeus e autoridades de Oriente Médio, condenaram veementemente os recentes ataques do Irã contra navios mercantes desarmados e contra infraestrutura civil, incluindo instalações de petróleo e gás. O grupo ressaltou que o fechamento de Ormuz não pode se tornar uma prática aceitável, destacando a importância estratégica da passagem para o comércio global de hidrocarbonetos.

A ofensiva diplomática acompanha a leitura de que a região continua sob forte pressão. O Exército dos Estados Unidos informou que a capacidade do Irã de ameaçar o Estreito de Ormuz foi “reduzida” após o bombardeio, nesta semana, de uma instalação subterrânea onde eram armazenados mísseis de cruzeiro. O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central (Centcom), afirmou em vídeo que a ação também atingiu locais de apoio de inteligência e repetidores de radar usados para monitorar movimentos de navios, reduzindo a capacidade de manobrar no entorno do estreito.

Na sexta-feira, Trump acusou os aliados de covardes por não disponibilizarem bases para dar apoio às operações que visam impedir o avanço do Irã e abrir o Estreito. Em publicação no Truth Social, o presidente afirmou: “Sem os EUA a Otan é um tigre de papel”. Na mesma linha, na terça-feira anterior ele disse que não precisa da Otan para reabrir Ormuz, alegando que muitos dos seus parceiros teriam recusado participação na operação militar contra o regime iraniano.

O impacto econômico não tardou a aparecer. Os preços do petróleo reagiram com volatilidade, com o barril Brent do Mar do Norte superando os 105 dólares, em meio às incertezas sobre a continuidade do fluxo de petróleo pela região e à busca por garantias de navegação segura. Analistas destacam que, mesmo com demonstrações de força, a situação exige observação cuidadosa, já que qualquer escalada pode afetar contratos, seguros e a confiança dos mercados globais.

Especialistas ressaltam que o Estreito de Ormuz continua sendo uma rota extremamente importante para o transporte de petróleo e gás entre o Golfo e o restante do mundo, o que torna a resposta internacional coordenada ainda mais relevante. Os desdobramentos podem envolver riscos regionais, pressões sobre parceiros estratégicos e uma maior presença militar na região, com impactos potenciais sobre preços e abastecimento nos próximos meses.

Como isso afeta a rotina de moradores, empresas e governos locais da região? Qual é a sua leitura sobre o papel de aliados internacionais em matérias de segurança, comércio e energia? Compartilhe suas ideias nos comentários e participe da conversa sobre o futuro da navegação pelo Estreito de Ormuz.

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