Dois homens foram condenados pela morte do ciclista Vitor Medrado, vítima de latrocínio em frente ao Parque do Povo, na zona oeste de São Paulo, em fevereiro do ano passado. A sentença fixa penas de 28 e 20 anos de prisão, além de indenização de R$ 200 mil à viúva, reconhecendo crueldade e motivo fútil. Ainda cabe recurso.
Vitor Medrado, 46 anos, era ciclista profissional e orientador físico. Conforme a apuração, ele aguardava uma aluna em cima da bicicleta quando dois homens, em uma motocicleta, se aproximaram. Sem aviso de assalto ou reação da vítima, o garupa efetuou um disparo que atingiu o pescoço. Os criminosos levaram o celular da vítima e fugiram. O crime ocorreu diante do Parque do Povo, na capital.
As investigações, com uso de imagens de câmeras de segurança, levaram à identificação dos suspeitos. Dias depois, agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais prenderam os dois homens. A sentença os condenou a 28 anos de reclusão e 20 anos, dois meses e 20 dias, ambas em regime fechado, além de determiná-los a pagar R$ 200 mil à viúva por danos Morais.
A Justiça descreveu o latrocínio como praticado com crueldade e motivo fútil, reforçando a brutalidade do ato. O crime ocorreu sem qualquer provocação por parte da vítima, que foi alvejado pelo garupa da motocicleta, seguindo com a subtração do celular e fuga dos autores.
A decisão pode ser contestada pelas defesas, já que ainda não transitou em julgado. O caso mobilizou moradores da cidade de São Paulo, que acompanharam o desfecho de uma violência que atingiu um ciclista profissional no entorno do Parque do Povo. Medrado, natural de Belo Horizonte, deixa um legado como atleta e educador físico que inspira a prática esportiva na cidade.
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