“Aqui não existe puro sangue, está todo mestiço”, diz Coronel sobre composição de chapa de ACM Neto

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Resumo: recé m-chegado ao Republicanos após deixar o PSD, o senador Angelo Coronel comenta a costura da chapa majoritária liderada por ACM Neto para a eleição de outubro na Bahia, destacando diversidade de partidos e a ideia de unir diferentes quinhões do estado para vencer, antes de tratar de rearranjos internos.

Recém-chegado ao Republicanos, Coronel participou de uma conversa com jornalistas na manhã desta segunda-feira para falar sobre o andamento das articulações. Em destaque, a intenção de consolidar a chapa majoritária encabeçada por ACM Neto, da União, que reúne forças de várias siglas. Sobre a composição, o senador enfatizou que o grupo não apresenta repetição de partidos e que é um mosaico, “todo mestiço”, onde cada legenda traz o seu pedaço da Bahia. “A chapa está muito bem, está bem representativa, com vários partidos, não existe repetição de partidos, não existe puro sangue, está todo mestiço, cada um no seu pedaço. E agora nós vamos juntar os pedaços, cada um tem um quinhão da Bahia, juntar esses pedaços para formar um grande bolo para chegarmos na vitória”, afirmou.

Questionado sobre o espaço no Republicanos e eventuais comandos da sigla, Coronel foi cauteloso. “Não, nada disso. Nós entramos com tranquilidade, sem nenhum problema, sem arrombar a porta, nem pular o muro. O importante é construir, e futuro é futuro. Primeiro nós vamos nos preocupar em ganhar as eleições. Depois de a gente chegar na vitória, são outras arrumações, outras conversas. Cada um vai mostrar o que quer fazer pela Bahia e pelo Brasil”, comentou, buscando repousar qualquer sinal de disputa interna ou liderança absolutista dentro da legenda.

A leitura do senador sobre o cenário baiano reforça a ideia de que a coalizão em formação pretende ampliar o leque de apoios para sustentar a campanha. Ao falar de ACM Neto, Coronel sinaliza que a estratégia não se limita a uma chapa única, mas a uma construção coletiva que envolve várias forças locais. Em tom pragmático, ele coloca o foco no objetivo principal: vencer as eleições para, então, avançar em etapas de organização interna que melhor atendam aos diferentes setores que compõem a base aliada.

Essa leitura de coronelização da aliança revela uma prática comum na política estadual: a costura de alianças amplas para ampliar a base de apoio e facilitar governabilidade. A Bahia, em processo de definição de palanques, verá em breve a consolidação de um bloco capaz de enfrentar adversários de várias frentes, com a promessa de que cada participante terá espaço para apresentar propostas próprias, sempre com o objetivo de atender aos interesses da população baiana. O cenário, porém, permanece aberto, sujeito a negociações, ajustes de democracia interna e novas tratativas entre as lideranças.

Para o público que acompanha a política regional, a mensagem de Coronel soa como um sinal de que a coligação se sustenta em diálogo e pacificação de caminhos, minimizando atritos internos. O que está claro é que o grupo aposta na união de forças para consolidar a chapa liderada por Neto e, mais tarde, avaliar os próximos passos. A Bahia espera que este movimento traduza-se em propostas consistentes que possam, de fato, melhorar a vida cotidiana dos moradores da região, com foco em desenvolvimento econômico, geração de empregos e serviços públicos mais eficientes.

Agora, a pergunta que fica é: como essa costura se traduziará em ações concretas nos próximos meses? Qual será a configuração final da equipe de governo e quais temas prioritários cada partido reforçará na campanha? O que você, leitor, pensa sobre essa aproximação entre siglas para a Bahia? Deixe sua opinião nos comentários e participe do debate sobre o futuro da nossa região, a partir de uma visão crítica e embasada. Seu ponto de vista pode enriquecer a discussão que moldará o cenário político local nas próximas semanas.

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