Fifa é denunciada na Europa por preços de ingressos da Copa e práticas “abusivas”

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FIFA enfrenta uma denúncia na Comissão Europeia, apresentada por torcedores e consumidores que contestam os preços e o modelo de venda de ingressos da Copa do Mundo na América do Norte. A reclamação, organizada pela Football Supporters Europe (FSE) em parceria com a Euroconsumers, acusa a entidade de abuso de posição dominante no mercado.

A denúncia está fundamentada no art. 102 do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, que trata do abuso de monopólio. Segundo as entidades, a FIFA exerce controle total sobre a comercialização dos bilhetes e utiliza esse poder para impor condições prejudiciais aos consumidores, prejudicando a concorrência e o acesso aos ingressos.

Entre os pontos questionados, destacam-se os preços elevados e o uso de um modelo de precificação dinâmica, que varia conforme a demanda. Embora sejam anunciadas opções com ingressos a partir de cerca de US$ 60, na prática essas alternativas aparecem como escassas e de difícil acesso para muitos torcedores. Outro aspecto criticado é a adoção de técnicas conhecidas como “dark patterns”, que criam sensação de urgência e pressionam o consumidor a concluir a compra rapidamente.

Além disso, as entidades apontam que as tarifas de revenda podem chegar a 15%, elevando ainda mais o custo final para os fãs. O conjunto de práticas, segundo a denúncia, exclui parte relevante do público interessado em acompanhar o evento, prejudicando a experiência de quem deseja acompanhar a Copa do Mundo de forma direta e acessível.

O caso ocorre em um contexto de crescente pressão política sobre a FIFA na Europa. O comissário europeu Glenn Micallef manifestou preocupação com a organização da Copa de 2026, destacando fatores externos ao futebol. Em entrevista ao Politico, ele afirmou que, como um dos países-sede do maior evento esportivo do mundo, é legítimo exigir garantias diante de riscos relevantes. Micallef também criticou a parceria da FIFA com o chamado “Board of Peace”, visto por autoridades europeias como uma tentativa de contornar a atuação da ONU.

As entidades defendem que a venda de ingressos deve seguir as regras de concorrência do mercado europeu. Elas mencionam decisões recentes, incluindo casos que limitaram o poder de organizações como FIFA e UEFA. Caso a Comissão Europeia avance com a análise, a FIFA pode enfrentar uma investigação formal e ser obrigada a adotar medidas como maior transparência nos processos e regras mais claras para proteger o consumidor.

Se a autoridade europeia seguir adiante, a Comissão pode exigir mudanças estruturais que tornem a venda de ingressos mais previsível e justa, promovendo maior equilíbrio entre o interesse financeiro da organização e o acesso dos torcedores. A situação reacende o debate sobre como equilibrar governança, competição e responsabilidade com o público que acompanha o futebol de perto.

E você, leitor, como avalia o equilíbrio entre negócio e torcedor na comercialização de ingressos para grandes eventos? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte se já vivenciou situações semelhantes ou se acredita que as regras de competição devem mudar para garantir acesso mais justo a todos.

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