Zerar ICMS do diesel importado pode custar R$ 1,6 bilhão por mês, diz Fazenda

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Resumo: o governo federal propõe zerar o ICMS sobre o diesel importado nos meses de abril e maio, buscando conter a alta de preços em meio a tensões globais no petróleo. O custo mensal estimado fica em torno de R$ 1,6 bilhão, aproximadamente pela metade do que chegou a ser projetado. A medida divide o impacto entre a União e os estados, enquanto governadores resistem por causa da queda prevista na arrecadação, em um momento em que o petróleo mais caro no mercado internacional pressiona o custo de vida no país.

Em detalhes, a proposta anunciada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva prevê a isenção do ICMS sobre o diesel comercializado nos meses de abril e maio. A intenção é atenuar o repique de preços causado pela alta global do petróleo, impulsionada por tensões no Oriente Médio. Inicialmente, a equipe econômica projetava um impacto de cerca de R$ 3 bilhões por mês; novos cálculos indicam que o custo total ficará em torno de R$ 1,6 bilhão mensais, representando uma redução significativa da estimativa inicial.

Valores e base de cálculo mostram que a arrecadação anual de ICMS sobre o diesel chega a aproximadamente R$ 80 bilhões, e que cerca de 25% do combustível consumido no país é importado. A desoneração, portanto, recai sobre esse componente importado, o que explica por que o governo fala em dividir o ônus entre a União e os estados. A depender do desenho final, a fatia a ser isenta pode variar conforme os fluxos regionais de consumo e importação.

A resistência dos estados é uma peça central da discussão. Governadores têm se mostrado reticentes porque a isenção reduz a receita estadual, afetando investimentos e serviços públicos, especialmente em regiões com maior dependência de ICMS sobre o diesel. O governo federal, por sua vez, sinaliza disposição para compartilhar os impactos, mas ressalta a necessidade de manter o abastecimento estável e evitar pressões inflacionárias adicionais, sobretudo para setores que dependem do transporte de cargas.

Impacto prático, caso a medida avance, seria a compreensão de que o custo de fretes e de operações logísticas pode amenizar a curto prazo, contribuindo para menor elevação de preços ao consumidor. No entanto, a decisão envolve ajustes fiscais e orçamentários complexos para estados, que precisam equilibrar este alívio com a necessidade de manter serviços públicos. O debate deve ganhar novo impulso à medida que as negociações entre União e estados se intensificarem nos próximos dias, com pontos de discussão sobre prazos, critérios de aplicação e compensações.

Contexto estratégico envolve não apenas números fiscais, mas também o cenário externo. Enquanto o preço do petróleo permanece sob pressão internacional, medidas como essa busca frear pressões inflacionárias e, ao mesmo tempo, evitar impactos negativos no abastecimento. A relação entre o governo federal, estados e setores importadores será decisiva para a forma final da política de isenção e para a repercussão econômica nas regiões mais dependentes do diesel importado.

E você? como essa isenção pode afetar o seu bolso e a economia da sua cidade? Compartilhe suas opiniões nos comentários e traga à tona as perspectivas locais sobre como lidar com a volatilidade dos preços de energia, transporte e itens do dia a dia.

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