Caso Sara Freitas: júri de acusados por feminicídio segue nesta quarta em Dias d’Ávila

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Resumo em poucas linhas: o julgamento dos réus acusados de matar a cantora gospel Sara Freitas, também conhecida como Sara Mariano, avança no Fórum Desembargador Gérson Pereira dos Santos, em Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. Quatro suspeitos respondem por feminicídio com as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, além de ocultação de cadáver e associação criminosa. Apesar de Gideão Duarte de Lima já ter sido julgado e condenado, em 2025, a 20 anos e 4 meses de prisão, o Ministério Público da Bahia sustenta que as provas evidenciam a participação de todos os denunciados. A mãe da vítima, Dolores Freitas, reforça a esperança na responsabilização de todos os envolvidos, enquanto o MP reforça a robustez do conjunto probatório.

O processo rememora o crime ocorrido em 24 de outubro de 2023, quando Sara Mariano foi atraída para um falso evento religioso. O corpo foi encontrado em Dias d’Ávila. Nesta quarta-feira, 25, a sessão judicial continua a partir das 9h, após a oitiva de várias testemunhas. Ao todo, estavam previstas 17 testemunhas, mas nem todas foram requisitadas. Os quatro acusados são apontados pela Justiça como parte de uma organização criminosa, com o homicídio caracterizado como feminicídio com qualificadoras de torpeza, crueldade e impossibilidade de defesa da vítima.

Segundo o Ministério Público da Bahia, a participação de cada acusado está comprovada nos autos, com base no material de investigação da Polícia Civil. O promotor de Justiça Audo Rodrigues destacou que o conjunto de provas sustenta a responsabilização de todos os envolvidos. O MP afirma que Ederlan Santos Mariano agiu como mandante; Gideão Duarte de Lima, já condenado, conduziu a vítima até o local; Victor Gabriel Oliveira Neves monitorou Sara Mariano; e Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como bispo Zadoque, desferiu os golpes com a faca.

A família da vítima também acompanha o desdobramento. A mãe, Dolores Freitas, declarou acreditar na justiça e na responsabilização dos suspeitos. “Eu creio que o mesmo Deus que colocou eles atrás das grades vai continuar com eles presos para que venham pagar o que fizeram”, afirmou, conforme relatos da imprensa local. O promotor reiterou que as provas são consistentes e que a defesa terá a chance de contestá-las nas próximas etapas do processo.

O caso ganhou repercussão pela brutalidade descrita e pela sequência de decisões e condenações já associadas aos envolvidos. A linha narrativa apresentada pela polícia aponta uma cadeia de coordenação entre os suspeitos: o mandante, o motorista e quem prendeu a vítima contribuíram para a execução do crime. Sara foi morta com 22 facadas após ser atraída para um evento religioso falso, e o corpo foi encontrado em Dias d’Ávila. O processo tramita com cautela, assegurando o direito de defesa, enquanto o Ministério Público segue defendendo a responsabilização total dos envolvidos.

Este caso permanece em evidência na Justiça da Bahia, com novos desdobramentos aguardados nas próximas semanas. E você, qual a sua opinião sobre a responsabilidade individual de cada envolvido neste homicídio? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e contribua para o debate com base nos fatos apresentados até aqui.

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