Resumo: deputados do PT pedem o afastamento imediato de Carlos Viana da presidência da CPMI do INSS, alegando conflito de interesses e falta de imparcialidade diante de ligações com a Igreja Lagoinha, o caso Master e outros fatos sob investigação.
A petição sustenta que o senador Viana perdeu as condições políticas e legais para conduzir a CPMI, citando o envolvimento de líderes da Igreja Lagoinha, entre eles o pastor André Valadão, em investigações sobre possíveis fraudes em empréstimos consignados e vínculos com o caso Master. O documento também menciona uma decisão do ministro do STF Flávio Dino, que determinou que Viana se posicionasse judicialmente sobre o envio de 3,6 milhões de reais em emendas para a Fundação Oasis, entidade ligada à Lagoinha. Segundo os sustenta, a Lagoinha aparece nas discussões da CPMI no contexto de suspeitas de fraudes, com menção ao ex-pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, reforçando a percepção de conflito de interesses e comprometimento da neutralidade do presidente da comissão.
Outro ponto relevante descrito pela bancada petista é a defesa pública de Viana ao deputado Nikolas Ferreira, do PL-MG, que utilizou um jatinho ligado a Daniel Vorcaro para atividades de campanha durante o segundo turno das eleições de 2022. Ferreira afirmou não ter conhecimento sobre a propriedade da aeronave, enquanto Viana manifestou solidariedade ao colega, criticando uma suposta tentativa de vinculá-lo a fatos sem provas. Os parlamentares argumentam que esse posicionamento público representa uma tomada de posição explícita, incompatível com a imparcialidade exigida de quem preside uma CPMI.
A avaliação dos petistas também recai sobre a votação que autorizou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Segundo a leitura da bancada, houve erro na contagem que levou à suspensão da decisão pelo ministro Flávio Dino. Para os deputados, esse incidente sugere que o presidente da CPMI não atuou como árbitro neutro, envolvendo-se em questões de interesse direto no resultado das apurações e remetendo a padrões de conduta que o cargo exige.
Assinam a petição os deputados Pedro Uczai, Rogério Correia, Alencar Santana e Lindbergh Farias, todos do PT e integrantes da CPMI. Eles defendem o afastamento de Viana como medida para assegurar a integridade do processo investigativo e a confiança pública na condução dos trabalhos, sem interferências de relações religiosas ou políticas que possam distorcer as apurações.
A peça foi enviada à Presidência do Congresso para avaliação, com o objetivo de preservar a lisura das perguntas, diligências e depoimentos que envolvem o INSS e demais atores citados no debate. Embora a discussão siga em aberto, o grupo petista sustenta que a preservação da neutralidade é fundamental para que as apurações avancem com credibilidade. Convidamos você, leitor, a registrar sua opinião nos comentários sobre a atuação da CPMI, a necessidade de neutralidade na liderança e o equilíbrio entre fé, política e justiça. Quais perguntas você acha que devem guiar as próximas etapas da investigação?

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