Um grupo da União Paulista dos Estudantes Secundaristas, a Upes, ocupou a sede estadual da Secretaria da Educação de São Paulo na tarde de 25 de março, na Praça da República, região central da cidade. Cerca de 15 estudantes invadiram o prédio, entraram em uma sala e transmitiram a ação ao vivo pelas redes da entidade. A Polícia Militar foi acionada e negocia com os ocupantes, que permanecem no local para cobrar respostas às suas reivindicações e manter o diálogo com autoridades da Educação.
A Upes descreveu a ocupação como uma forma legítima de resistência diante do que classifica como desmonte da educação pública promovido pela gestão do governador Tarcísio de Freitas. Em nota divulgada pela entidade, os estudantes afirmam lutar pelo direito a uma educação pública de qualidade, adequada às necessidades da juventude e capaz de assegurar um futuro digno para a cidade e para a região. O grupo afirma que não deixará o edifício até que as reivindicações sejam Ouvidas e atendidas.
Entre as principais reinvindicações, a Upes listou quatro pontos centrais. Primeiro, o fim do estatuto padrão dos grêmios estudantis e o respeito à Lei do Grêmio Livre (Lei n° 7.398, de 4 de novembro de 1985). Em segundo lugar, a revogação da PEC 09/2023, que, segundo a entidade, reduz o investimento mínimo na educação do estado. Em terceiro, a exigência de reformas estruturais urgentes em todas as escolas estaduais. E, por fim, o fim da plataforma de ensino, acusada de disseminar a precarização do ensino por meio de rigidez, controle excessivo e padronização que desumaniza o processo pedagógico.
A carta de reivindicações, divulgada pela Upes, reforça a ideia de que a ocupação é uma expressão direta da participação social quando canais de diálogo institucional estariam sendo esvaziados. Os jovens afirmam que as escolas precisam de estrutura digna, condições adequadas para ensino e aprendizagem e um projeto educacional que reconheça os estudantes como sujeitos de direitos.
Conforme apuração do Metrópoles, a Seduc confirmou que cerca de 15 estudantes invadiram o prédio por volta das 17h30, trancaram-se em uma sala de aula e iniciaram uma live. Eles haviam marcado reunião com o secretário Renato Feder para a semana anterior e remarcaram para a próxima sexta-feira (27/3). O secretário-executivo Vinicius Neiva chegou ao local por volta das 19h para tentar negociação com os estudantes, enquanto a Polícia Militar acompanhava a situação e deixou o prédio apenas após acordo entre estudantes e servidores da Educação. A assessoria de imprensa da Seduc informou que aguarda nota oficial sobre o ato e que o espaço permanece aberto às manifestações da cidade.
Galeria de imagens
A cobertura, que envolveu imagens e transmissões ao vivo, reforçou a pressão sobre as autoridades para encaminharem uma resposta rápida. Ainda segundo a apuração, o espaço da Seduc permaneceu aberto a manifestações, com a expectativa de novas negociações e um posicionamento institucional sobre as reivindicações apresentadas. A cidade acompanha de perto o desdobramento, que coloca em evidência o debate sobre o papel da educação pública no cenário estadual.
Se você acompanha as discussões sobre educação pública em São Paulo, compartilhe suas opiniões e comentários sobre as medidas propostas pelos estudantes. Como você avalia a atuação de autoridades e a condução de diálogos quando o tema é a qualidade do ensino e a estrutura das escolas? Sua visão ajuda a entender o impacto dessas ações na vida da cidade e de seus jovens.






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