Um policial militar foi afastado após agredir ao menos dois estudantes dentro da Escola Estadual Senor Abravanel, no Largo do Machado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, durante um protesto de alunos que reivindicavam o afastamento de um professor acusado de assédio. O episódio, registrado em vídeo, acionou a Corregedoria-Geral e resultou no encaminhamento do agente para uma apuração. A Secretaria Estadual de Educação informou que a Polícia Militar foi acionada preventivamente para garantir a segurança de todos e preservar o diálogo.
Conforme as imagens, o confronto ocorreu pela manhã do dia 25 de março de 2026, quando estudantes ocupavam o espaço em apoio ao abaixo-assinado que pede o afastamento do docente acusado de assédio. O vídeo mostra o policial discutindo com alunos, segurando um deles pela camiseta e desferindo uma sequência de tapas. Um segundo garoto aparece sendo atingido por um soco; o agressor ainda volta a agredir o primeiro estudante antes de a gravação terminar. Ao lado de fora, relatos apontam que houve uso de spray de pimenta e cassetetes, deixando a tensão ainda mais pesada.
A Associação Municipal dos Estudantes do Rio de Janeiro, a AMES Rio, divulgou que representantes da entidade foram chamados pelos alunos para apoiar a mobilização e acompanhar o abaixo-assinado que solicita o afastamento do professor. Segundo a AMES, a repressão ocorreu mesmo diante de uma manifestação reconhecida como legítima pelos estudantes, o que gerou críticas à atuação da força de segurança durante o protesto.
Em nota, a Secretaria Estadual de Educação afirmou ter acionado a Polícia Militar de forma preventiva para “garantir a segurança de todos e preservar um ambiente apropriado ao diálogo”. A pasta também informou que prestará apoio aos estudantes envolvidos e aos familiares. A gestão avaliou o incidente como grave e disse que apurará os fatos para evitar novas ocorrências desse tipo.
A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que, diante da gravidade das imagens, a Corregedoria-Geral instaurou procedimento para apurar a conduta do agente. O policial já foi identificado e será encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) para providências cabíveis. A apuração busca esclarecer as circunstâncias do ocorrido, bem como a eventual responsabilização disciplinar e criminal.
As imagens também alimentam o debate sobre o papel das forças de segurança em ambientes escolares, especialmente em momentos de protesto estudantil. Autoridades destacam a necessidade de assegurar segurança e manter o espaço educativo livre de violência, enquanto estudantes e entidades pressionam por medidas que garantam o direito à expressão e à segurança dentro das instituições de ensino da cidade.
Os acontecimentos desta manhã reacendem o debate público sobre a atuação de agentes de segurança em escolas e sobre a proteção dos direitos dos alunos em contextos de reivindicação. O desdobramento da investigação deve esclarecer se houve excesso de força, além de apontar responsabilidades institucionais para fortalecer a convivência entre escola, estudantes e autoridades.
Qual é a sua leitura sobre o episódio? Você acha que houve excesso de força ou que a segurança pública agiu para manter a paz durante um protesto estudantil? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como você enxerga as medidas que devem orientar futuras ações em escolas da cidade.

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