Doleiro condenado na Lava Jato é preso por suspeita de lavagem de dinheiro

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Resumo para SEO: a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operaçao Narco Azimut, prendendo o doleiro Raphael Flores Rodriguez e cumprindo 26 mandados de busca e apreensão. A ação investiga lavagem de dinheiro e evasão de divisas, com sequestro de ativos até 934 milhões de reais e medidas restritivas a empresas envolvidas. O esquema envolvia dinheiro em espécie, transferências bancárias e criptoativos, com atuação no Brasil e no exterior, incluindo a utilização de terceiros para dar aparência lícita às operações.

A operação, deflagrada nesta quinta-feira pela Polícia Federal, envolveu mandados de busca e apreensão e de prisão temporária executados na capital paulista, em Ilhabela e em Taboão da Serra, no estado de São Paulo, além de Balneário Camboriú, em Santa Catarina. A ação visava aprofundar a investigação sobre o esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas ligado ao doleiro mencionado, que teria entorpecido o fluxo de recursos através de dinheiro em espécie, transferências e criptoativos, com a participação de empresas e terceiros para velar a origem ilícita dos fundos.

Em decisão do juiz Roberto Ferreira Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, a PF também determinou o sequestro de bens e valores até o limite de 934 milhões de reais e impôs restrições à movimentação empresarial, bem como a indisponibilidade de bens vinculados às atividades criminosas. O despacho aponta Raphael Flores Rodriguez como suspeito de integrar o núcleo financeiro responsável por ocultação e integração de valores, com “controle significativo sobre as contas bancárias” da empresa Acx Itc Serviços de Tecnologia S/A. A companhia teria servido para conferir aparência lícita às transferências e conversões digitais, segundo o documento judicial. Em 2023, o doleiro já havia sido alvo de investigação pela Polícia Civil de São Paulo por atividade de lavagem de dinheiro.

Conforme o magistrado, além da prisão temporária de Rodriguez, outros 12 alvos da Operaçao Narco Azimut ficam detidos por 30 dias. A decisão reforça que o grupo operava com complexidade, valendo-se de estruturas empresariais paralelas para ocultar fluxos financeiros ilegais, tanto no Brasil quanto no exterior. A ação marca a continuidade do esforço de autoridades em desmontar redes dedicadas à ocultação de recursos provenientes de atividades ilícitas, incluindo operações que se valem de meios diversos para facilitar a movimentação de capitais entre diferentes jurisdições.

Condenção relacionada ao caso Lava Jato também compõe o cenário. Em julho de 2020, o então juiz federal Luiz Antonio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba, condenou nove réus por integrar um esquema que movimentou dinheiro no exterior ligado ao doleiro Alberto Youssef, em ações associadas à Operação Lava Jato. Entre eles estava Raphael Flores Rodriguez, condenado a 11 anos e 1 mês de prisão em regime fechado por organização criminosa e evasão de divisas, com possibilidade de recorrer da decisão em liberdade. A condenação evidenciou a retomada de ações firmes da Justiça contra redes de lavagem de dinheiro com ligações a operações de grande impacto nacional.

O contexto atual ressalta a continuidade de investigações que cruzam fronteiras e utilizam diferentes instrumentos financeiros para mover recursos ilícitos. Além de dinheiro em espécie, o esquema explorava transferências bancárias e criptoativos, com estruturas empresariais criadas para conferir legalidade aparente às transações. As medidas judiciais — incluindo a ordem de bloqueio de valores e a restrição de atividades empresariais — demonstram a determinação das autoridades em desarticular redes que operam na cidade, na região e em outras áreas do país. A investigação aguarda desdobramentos, com novas informações que devem revelar a extensão das operações e quem mais esteve envolvido.

E você, leitor, o que pensa sobre a atuação das autoridades no combate a lavagem de dinheiro e evasão de divisas? Compartilhe seus comentários e opiniões sobre a fiscalização de redes de dinheiro ilícito que atuam nas fronteiras entre Brasil e exterior. Sua participação ajuda a enriquecer o debate sobre segurança econômica e aplicação da lei no nosso país.

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