Resumo curto: O Nordeste do Brasil está entre as regiões com mais leitores, registrando um crescimento de 18% em 2025 ante 2024, segundo o Panorama do Consumo de Livros 2025, elaborado pela Câmara Brasileira do Livro em parceria com NielsenIQ BookData. O estudo, realizado em outubro de 2025 junto de 16 mil pessoas com 18 anos ou mais, traça perfis de compra, hábitos de leitura e preferências de aquisição de edições físicas e digitais.
Entre as cinco regiões do país, o Nordeste aparece em segundo lugar no número de consumidores de livros, refletindo uma propensão crescente à leitura. O levantamento aponta que o interesse por títulos impressos ou digitais continua forte, com um avanço expressivo que sinaliza transformação no mercado editorial regional e nacional, impulsionado por mudanças de comportamento e acesso a conteúdos culturais.
O recorte demográfico revela que as mulheres pretas e pardas representam 30% do total de consumidores. Dentro desse grupo, metade das pessoas que compra livros é negra ou parda, o que evidencia o peso da representatividade na disseminação de obras no País. Além disso, mulheres negras e pardas que integram a classe C — com renda entre R$ 2.526 e R$ 10.885 — aparecem como o principal segmento consumidor, demonstrando uma relação direta entre poder de compra e atividade de leitura.
Ao analisar os hábitos de consumo, o Panorama 2025 aponta que, nos últimos 12 meses, títulos impressos e/ou digitais respondem por 18% do consumo, com o registro de cerca de 3 milhões de novos leitores. O ato de ler aparece como um hábito significativo de lazer, ocupando a terceira posição entre as atividades culturais dos usuários de livros, ficando atrás apenas de serviços de streaming e de redes sociais.
A pesquisa também mostra que a presença nas redes sociais é protagonista para quem lê: a maioria acompanha lançamentos literários por meio de plataformas como Instagram e TikTok, indicando a importância de estratégias de divulgação que conectem editoras, autores e leitores nesses espaços. A influência das redes sociais, portanto, se traduz em visibilidade de títulos, cronogramas de lançamentos e promoções que atingem o público leitor de forma direta.
No que diz respeito às preferências de aquisição, 56% dos consumidores ainda optam por edições físicas. Em termos de volume, a maioria adquiriu entre três e cinco livros nos 12 meses anteriores. Quanto ao canal de compra da última edição impressa, 53% realizaram a aquisição pela internet, enquanto 47% optaram por lojas físicas, evidenciando uma predominância do canal digital sem excluir a relevância do ponto de venda tradicional para o mercado editorial.
Os números do Panorama 2025, baseados em um universo de 16 mil entrevistados, reforçam que o crescimento da leitura no Nordeste acompanha uma tendência nacional de transformação de hábitos. A consolidação das edições físicas, aliada à popularidade das plataformas digitais de divulgação, mostra como o público se adapta a diferentes formatos de acesso a livros, mantendo a leitura como eixo cultural relevante para a sociedade brasileira.
Convido você, leitor, a compartilhar suas experiências de leitura: qual é o seu formato favorito — físico ou digital — e como as redes sociais influenciam suas escolhas de títulos e de onde você compra? Deixe seu comentário abaixo e participe das discussões que ajudam a entender o cenário literário em evolução no Brasil.

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