Irã diz à ONU que ataque contra escola foi operação ‘calculada’ dos EUA

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Resumo: diante do Conselho de Direitos Humanos, o chanceler iraniano Abbas Araghchi denunciou que o bombardeio americano contra uma escola em Minab, no sul do Irã, foi calculado e resultou na morte de mais de 175 estudantes. O ataque ocorreu no dia 28 de fevereiro, no marco inicial de uma ofensiva conjunta entre Israel e Estados Unidos no Oriente Médio. A ONU pediu uma investigação rápida e transparente sobre o ocorrido, enquanto relatos apontam divergências sobre a autoria e a real trajetória do míssil. Há indicações de que o incidente pode ter sido causado por erro de localização, segundo o New York Times, e o presidente norte?americano, Donald Trump, chegou a sugerir uma possível responsabilidade iraniana, mesmo sem evidências definitivas.

Em mensagem ao Conselho de Direitos Humanos, o ministro iraniano afirmou que o ataque não foi um engano, mas uma operação deliberada dos Estados Unidos. Araghchi destacou que morreram mais de 175 estudantes e afirmou que as declarações norte?americanas, a seu ver, buscam justificar o ataque sem afastar a responsabilidade de Washington. Ele classificou o ataque como crime de guerra e crime contra a humanidade, cobrando accountability diante da comunidade internacional.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, denunciou o horror causado pelo ataque e exortou Washington e seus aliados a conduzir uma investigação rápida, imparcial e transparente, com divulgação dos resultados o mais breve possível. Türk destacou a necessidade de esclarecer as circunstâncias e responsabilizar os envolvidos, para evitar novas tragédias em um cenário já marcado pela violência na região.

Segundo o New York Times, o alvo da ofensiva era uma base iraniana adjacente à escola e o disparo teria atingido o local por erro de localização, causado por coordenadas desatualizadas usadas pelas forças americanas. A reportagem ressalta que o impacto e as perdas humanas teriam acontecido justamente no primeiro dia da ofensiva, ampliando a pressão por apuração independente das causas do ataque.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em comentário inicial, sugeriu a possibilidade de responsabilidade iraniana pelo ataque, ainda que Teerã não possua mísseis Tomahawk, segundo veículos de imprensa. A narrativa oficial norte?americana, no entanto, permanece sujeita a investigações, com várias versões em disputa entre as autoridades e analistas, ressaltando a gravidade da situação e a necessidade de provas claras antes de conclusões definitivas.

As informações da AFP não puderam ser verificadas de forma independente no local, e a matéria acompanha o contexto de uma ofensiva regional mais ampla que acirra tensões no Oriente Médio. Enquanto a comunidade internacional exige respostas, as autoridades iranianas insistem na responsabilização dos responsáveis, e a região segue em estado de alerta, com impactos diretos nas crianças e nas comunidades locais.

À medida que os desdobramentos ganham contornos, convidamos você, leitor, a refletir sobre o papel da responsabilidade internacional em conflitos, a proteção de estudantes e a forma como as informações chegam até o público. Compartilhe sua visão nos comentários: quais medidas acredita serem mais eficazes para garantir investigações independentes e justiça para as vítimas?

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