“Não tem o que dizer de mim”, diz Ibaneis sobre possível delação de Vorcaro

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo rápido: Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, negou qualquer vínculo financeiro com Daniel Vorcaro, empresário e dono do Banco Master, preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília e atualmente em negociação de delação. A declaração chega dias antes de Ibaneis deixar o cargo para disputar o Senado, encerrando sete anos e três meses de governo, em meio a controvérsias envolvendo o Master e o BRB.

Durante a conversa, Ibaneis afirmou que a delação precisa ser comprovada e que não teme eventual acusações. Ele reiterou que não houve relação financeira com Vorcaro, ressaltando: “Ele não tem o que dizer de mim. Eu nunca sentei numa mesa com ele para tratar do negócio do banco”. As palavras foram proferidas na reta final de seu mandato, em tom de defesa de integridade diante das suspeitas que cercam o caso.

A entrevista ocorreu nas últimas horas de governo, já com a perspectiva da renúncia marcada para este sábado, 28 de março, para concorrer novamente ao Senado nas eleições de outubro. A afirmação de Ibaneis reforça a leitura de que a gestão enfrentou mais de uma crise institucional ligada ao universo financeiro, sem, segundo ele, qualquer indicativo de irregularidade envolvendo seu nome ou atuação.

O contexto envolve o BRB, que enfrentou a pior crise de sua história após adquirir carteiras fraudadas do Banco Master, gerando prejuízos bilionários. O grupo Master chegou a tentar vender 58% de seu capital ao BRB, operação barrada pelo Banco Central, que logo em seguida liquidou a instituição controlada por Vorcaro. O episódio acende o debate sobre riscos e responsabilidades em operações entre bancos regulados e entidades privadas.

Ibaneis também afirmou ter perguntado a Caio Barros, filho do fundador do escritório de advocacia que carrega seu nome, se houve qualquer ingresso de recurso envolvendo o escritório com Vorcaro. A resposta foi categórica: segundo o governador, não há nada que comprove vínculo financeiro entre a banca e Vorcaro. Além disso, ele esclarece que, após deixar o GDF, pretende reativar a carteira da OAB e retornar à prática jurídica no Ibaneis Advocacia e Consultoria.

Outro ponto relevante envolve o COAF e a CPMI do INSS. O Escritório Ibaneis Advocacia e Consultoria foi citado em relatórios do COAF enviados à CPMI do INSS por ter vendido honorários de precatórios para fundos administrados pela Reag, também liquidada pelo Banco Central. A defesa da banca é de que tais operações são jurídicas, regulares e amplamente praticadas no mercado, sem qualquer irregularidade reconhecida pelas autoridades competentes.

Essas informações mostram como o enredo envolve governança pública, instituições financeiras e atuação jurídica em meio a um ambiente de delação, supervisão regulatória e decisões que moldam o cenário econômico da capital. O conjunto de fatos aponta para uma complexa intersecção entre poder, negócios e fiscalização, com desdobramentos que podem impactar a trajetória política de Ibaneis Rocha e a confiança pública nas instituições envolvidas.

Gostou da leitura? Deixe seu comentário com a sua opinião sobre os desdobramentos desse caso e como você avalia a relação entre autoridades, bancos e escritórios de advocacia na capital do país. Sua visão é importante para entender os impactos na cidade e na gestão pública.

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Bruno Reis sanciona lei que institui o Circuito de Turismo Religioso de Fé em Salvador

Resumo: o prefeito Bruno Reis sancionou a Lei nº 9.954/2026, que cria o Circuito de Turismo Religioso de Fé em Salvador, com dois...

Vídeo de assalto a taxista no RJ viraliza e pai desabafa: “Milhares de vezes já pedi pra eles saírem dessa vida”

Resumo: Dois adolescentes, sendo o mais velho com 16 anos, foram apreendidos após assalto a um taxista em Bento Ribeiro, na Zona Norte...

STF tem maioria por voto secreto em eleição de mandato-tampão no RJ

Resumo: o Supremo Tribunal Federal formou maioria para derrubar parcialmente a liminar que suspendia regras da eleição indireta para o governo do Rio...