Tebet lança candidatura ao Senado e critica governo de SP: “Ingrato”

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A ministra Simone Tebet formalizou nesta sexta-feira a filiação ao PSB durante cerimônia na Assembleia Legislativa de São Paulo, sinalizando que pretende concorrer ao Senado pelo estado. Em meio a críticas ao governo Tarcísio de Freitas e alinhamento com a linha do presidente Lula, Tebet reforçou o lançamento da sua pré-candidatura e destacou a importância de fortalecer alianças que possam viabilizar investimentos e defender a democracia em gestões locais e nacionais.

Durante o discurso, Tebet ressaltou a necessidade de ampliar o apoio da União para financiar projetos em São Paulo. Ela citou números que, segundo afirma, demonstram a capacidade de atrair recursos internacionais com garantia da União: “mais de US$ 4,5 bilhões a quase US$ 5 bilhões em financiamento externo, subsidiado e garantido pela União para o município de São Paulo e para o estado de São Paulo.”

“Meu nome está à disposição para ser a candidata ao Senado por São Paulo pelo PSB, mas uma candidata que vem pra falar a verdade, que vem para ter coragem, para dizer que São Paulo não está no rumo certo e que São Paulo, lamentavelmente, tem um governo absolutamente ingrato. Se hoje tem caixa no estado de São Paulo, se hoje consegue economizar quase R$ 1 bi por ano, é porque tem um presidente da República que não olha coloração partidária”, disparou Tebet.

Em seguida, Tebet ressaltou o papel da União como garantidora de financiamentos externos obtidos pelo governo paulista, enfatizando que, sem esse suporte, estados e municípios não conseguiriam enfrentar grandes investimentos. A fala reforça a leitura de que o governo federal exerce um papel decisivo para ampliar a capacidade de investimento do estado em áreas como infraestrutura, modernização e desenvolvimento tecnológico.

Na mesma semana, o presidente Lula havia feito críticas diretas ao governo de Tarcísio de Freitas em Araraquara, em evento de inauguração de uma fábrica ferroviária chinesa. Lula lamentou a ausência do governador e informou que o investimento, estimado em quase R$ 7 bilhões, representa uma oportunidade de geração de empregos, de transferência de tecnologia e de modernização para o estado de São Paulo. A intervenção federal ilumina o contexto de disputa entre projetos estaduais e nacionais, com Tebet posicionando-se ao lado de pautas de investimentos articulados pela União.

A filiação de Tebet ao PSB contou com a presença de diversas lideranças do partido, como o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB); o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB); o presidente do PSB-SP, Caio França; e a presidente do PSB na capital, Tabata Amaral. Também ocupou espaço na cerimônia o ex?ministro José Dirceu (PT), em posição de destaque entre convidados, destacando a atmosfera de alianças amplas que cerca a nova etapa política de Tebet.

Oriunda de Mato Grosso do Sul, Tebet deixou o MDB, partido no qual atuou por quase três décadas, para concorrer ao Senado por São Paulo. A decisão foi anunciada no fim de semana anterior, em 21 de março, consolidando uma mudança estratégica que transfere o protagonismo político de Tebet para o maior polo econômico do país. Em seu pronunciamento, ela também chamou atenção para a desigualdade de gênero na política, afirmando que mulheres que buscam cargos públicos ainda enfrentam barreiras significativas.

Tebet ressaltou a importância de defender a democracia e evitar retrocessos, criticando de forma contundente a gestão anterior, com menção indireta à necessidade de continuidade de políticas que ampliem oportunidades, segurança institucional e investimentos estáveis. Em relação à composição da chapa presidencial, a ministra sinalizou apoio à permanência de Alckmin como vice-presidente em 2026 e elogiou a continuidade da atual formação, descrevendo-a como uma parceria marcada pela retidão, experiência, competência e fé inabalável.

Com esse movimento, Tebet fortalece sua presença no eixo político que cruza o dinamismo econômico paulista com as prioridades do governo federal, sugerindo que a agenda de soluções federais terá um papel central nas próximas eleições. Analistas observam que a aliança PSB-Lula pode influenciar outros grupos a redefinirem estratégias eleitorais, enquanto o estado de São Paulo se coloca como palco decisivo para o desenrolar dos próximos meses de campanha.

E você, leitor, como vê o papel de Tebet na política paulista e nacional? As alianças entre PSB, Lula e outros protagonistas vão alterar o equilíbrio de forças em São Paulo e no país? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre o futuro da governança e dos investimentos públicos no Brasil.

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

PM prende suspeito por tráfico de drogas em Pirajá, em Salvador

Resumo curto: Policiais militares prenderam um homem por suspeita de tráfico de drogas na manhã de sexta-feira, 27, no bairro de Pirajá, em...

Lindbergh pede à PF que investigue possível estupro de menor por relator da CPMI; Gaspar diz que foi um primo

Resumo do dia: a CPMI do INSS reuniu-se para a leitura do parecer final do relator Alfredo Gaspar, e, ao longo da sexta-feira,...

Vítima do Césio critica Netflix: história real “foi trágica por si só”

Resumo rápido: a Netflix lançou a minissérie Emergência Radioativa, que reconstitui, com abordagem ficcional baseada em fatos reais, o acidente com Cesio-137 ocorrido...