Resumo: o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, deixou o PSD e se filiou ao MDB, anunciando a intenção de disputar a reeleição ao lado do governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos. A mudança reorganiza alianças na gestão paulista, sinalizando a exclusão de Kassab da chapa e abrindo caminho para nova configuração político-partidária na fase eleitoral.
O anúncio foi feito na manhã deste sábado, 28 de março, em meio a uma operação política que aponta para uma reconfiguração de alianças importantes no estado. Ramuth comunicou que pretende concorrer à reeleição ao lado de Tarcísio de Freitas, mesmo após deixar o PSD, e destacou que a mudança envolve também a retirada de Gilberto Kassab da chapa. A decisão foi articulada, segundo ele, com a atuação direta do governador e de lideranças do MDB, visando construir um ambiente de diálogo e consenso para governar São Paulo.

Em vídeo publicado no perfil do Instagram, Ramuth ressaltou que o PSD foi a casa que lhe permitiu servir São Paulo como vice-governador ao lado do governador Tarcísio. Ele afirmou que a gestão foi marcada por propósito e resultados, agradecendo a todos que confiaram no seu trabalho e demonstrando respeito às lideranças do partido. Com a mudança para o MDB, o hoje ex-vice-governador enfatizou a importância de um espaço político com história, capilaridade e vocação para construir consensos, citando lideranças nacionais ao seu lado, como Ricardo Nunes, Baleia Rossi e Michel Temer, para reforçar o espírito público de seu novo caminho.
Na quinta-feira anterior, 26 de março, Tarcísio e Kassab estiveram reunidos no Palácio dos Bandeirantes após o PSD confirmar a saída de Kassab do cargo de secretário de Governo. A conversa foi parte de uma pauta de reacomodação de forças que já vinha se desenhando, com Kassab orientando a nova linha do partido para as eleições, enquanto Ramuth consolidava a mudança de sigla. A saída de Ramuth do PSD é vista como o desfecho de meses de desgaste entre o líder do partido e o governador, abrindo espaço para uma nova fase de alianças na política estadual.
Essa rearrumação atinge diretamente a complexa paisagem política de São Paulo, onde a busca por alianças estável e capacidade de governar precisam atravessar fronteiras partidárias. O MDB, já estruturado e presente em várias regiões, aposta na experiência de Ramuth e na rede de contatos de lideranças nacionais citadas pelo vice-governador para ampliar sua presença no estado. A parceria com Tarcísio, combinando uma gestão com histórico de resultados e a capilaridade de um partido com alcance mais amplo, aponta para uma estratégia de longo prazo para o governo paulistano.
Como isso poderá influenciar o cenário eleitoral de São Paulo nos próximos meses ainda está por se definir. Sleepers políticos, coalizões e a capacidade de mobilizar apoio popular serão cruciais para o MDB e para o governo. O que já fica claro é que a mudança reforça a ideia de que o tabuleiro político do estado está em ebulição, com movimentos que buscam consolidar base de apoio, ampliar votos e manter a governabilidade em meio a um ano de eleições importantes. E você, leitor, como enxerga esse rearranjo? Deixe sua opinião e participe da conversa nos comentários abaixo. A sua leitura sobre as alianças que emergem pode iluminar as perspectivas para o futuro da gestão pública em São Paulo.


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