O ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, filiado ao União Brasil, foi transferido neste sábado para o presídio Bangu 8, na Zona Oeste do Rio, após ter sido preso pela Polícia Federal em Teresópolis na noite de 27 de março. O mandado de prisão foi expedido pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, no âmbito da Operação Unha e Carne III, ligada à ADPF 635/RJ, que investiga a atuação de grupos criminosos e seus vínculos com autoridades públicas.

Bacellar foi detido na noite de sexta-feira, 27 de março, em Teresópolis. A prisão foi confirmada em audiência de custódia no Presídio José Frederico Marques, em Benfica, e, na sequência, ele foi transferido para Bangu 8, um presídio que abriga presos de perfil político e midiático. Entre os nomes já passaram por lá figuras como Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Roberto Jefferson e Eike Batista.
A ação está relacionada a investigações da Polícia Federal que investigam vazamento de informações sigilosas ligadas a operações contra facções criminosas. A PF aponta que tais informações teriam obstruído apurações da Operação Zargun, deflagrada em setembro de 2025, ampliando o escrutínio sobre possíveis ligações entre crime organizado e agentes públicos.
Bacellar já havia sido preso em dezembro do ano passado, após apurações sobre vazamentos de dados de uma operação voltada ao Comando Vermelho. A nova detenção reforça a linha de investigação que trata de vazamentos que teriam impactado as diligências em curso, conforme apurado pela PF.
A defesa do ex-parlamentar informou que não conhece os motivos da nova prisão e afirmou que irá recorrer. O advogado Daniel Bialski destacou que Bacellar tem cumprido fielmente todas as medidas cautelares impostas e classificou a prisão como indevida e desnecessária, assegurando que o escritório apresentará recursos para que a decisão seja revista.
O caso está conectado à ADPF 635/RJ, conhecida como ADPF das Favelas, que envolve uma série de diligências para esclarecer a atuação de grupos criminosos no estado e suas ligações com autoridades públicas. A transferência para Bangu 8 indica que as investigações seguem ativas, com foco em indivíduos de destaque e nas redes que ligam o crime organizado ao poder local.
À medida que o andamento avança, o desfecho dependerá de novas decisões judiciais que poderão manter, modificar ou revogar as medidas cautelares. Moradores da região acompanham o caso com atenção, cientes de que o curso das apurações pode influenciar políticas de segurança e a transparência na relação entre autoridades e atividades criminosas.
Como você lê esse desdobramento? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o papel das investigações na segurança pública e na relação entre política e crime no estado.

Comentários do Facebook