Mamonas Assassinas: qual a causa do acidente que matou os integrantes?

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Resumo: Em 2 de março de 1996, o grupo Mamonas Assassinas sofreu um trágico acidente aéreo próximo à Serra da Cantareira, no retorno de Brasília para São Paulo. Cinco integrantes da banda, mais membros da equipe e da tripulação, morreram. A investigação apontou a exaustão do piloto como principal causa, com fatores como baixa visibilidade noturna, falhas de comunicação e possíveis problemas mecânicos no Learjet 25D. A tragédia interrompeu o auge de uma das bandas mais populares do Brasil na década de 90.

A viagem começou no dia 1º de março, quando a tripulação decolou de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, em direção a Piracicaba e depois a Guarulhos, no Estado de São Paulo. No dia seguinte, o grupo seguiu para Brasília, às 15h, antes de retornar a São Paulo, com a decolagem marcando as 21h58 daquele mesmo dia. O Learjet PT-LSD, operado pela Madri Táxi Aéreo, já acumulava horas de voo consideráveis, incluindo 14 horas de operação no retorno à capital paulista.

Ao se aproximar de Guarulhos, o piloto enfrentou dificuldades durante a aproximação para o pouso. Em uma arremetida, a aeronave desviou-se do procedimento previsto para a região e chegou a se dirigir para a Serra da Cantareira, indicam as informações oficiais. Às 23h16, após falhas de comunicação entre o controle de tráfego aéreo e a cabine, o avião colidiu com um morro a mais de mil metros de altitude. Sectores de resgate encontraram a aeronave em área de difícil acesso e, infelizmente, não houve sobreviventes entre os ocupantes.

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Entre os nomes a bordo estavam os membros da banda: Dinho (vocal), Bento Hinoto (guitarra), Samuel Reoli (baixo), Júlio Rasec (teclados) e Sérgio Reoli (bateria). Com eles também seguiam o secretário Isaac Shurelambers Souto, o segurança Sérgio Reco Porto, o piloto, Jorge Martins, e o copiloto, Alberto Takeda. A dimensão da perda deixou um vazio em palcos e casas de fãs por todo o país, marcando uma geração.

A investigação, realizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em conjunto com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, apontou a exaustão do piloto como a principal causa do desastre. Outros fatores contribuíram, incluindo a baixa visibilidade noturna, falhas de comunicação entre cabine e controle de tráfego, possíveis problemas na aeronave e a limitada experiência do copiloto. Tais elementos, somados ao cansaço acumulado, teriam levado a uma arremetida mal executada e ao desvio do trajeto previsto.

O lançamento de março começou com uma viagem que já carregava pressões da agenda de shows. O Learjet partiu de Caxias do Sul com escala em Piracicaba e Guarulhos, seguiu para Brasília às 15h, e retornou a São Paulo naquela mesma noite, às 21h58. No entanto, ao tentar pousar, a aeronave venceu a noite de Guarulhos e acabou colidindo com o morro da Cantareira. O atraso na detecção de falhas e a comunicação interrompida complicaram a resposta de resgate, que chegou apenas horas depois, em uma área de difícil acesso. Não houve sobreviventes entre os ocupantes.

A memória da tragédia persiste em diferentes frentes. Em São Paulo, sinais de homenagem convivem com a lembrança de familiares que ainda preservam momentos e objetos. O legado musical dos Mamonas Assassinas continua presente na cultura brasileira, mesmo diante da dor que marcou o fim de uma era de shows inesquecíveis e de um momento de virada para o rock humorístico do país. A cidade, os moradores e fãs ainda guardam as imagens, as canções e a história que uniu risos e lágrimas naquela noite de 1996.

Convido você a compartilhar nos comentários suas lembranças ou reflexões sobre o impacto dessa passagem trágica na música nacional e no jornalismo que acompanha histórias de vida, talento e perda. Como você encara o legado dos Mamonas hoje, anos depois?

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