Relatora do PL da Misoginia, Soraya Thronicke relata ameaças de morte e assédio de parlamentar no Senado

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Resumo rápido: A senadora Soraya Thronicke, relatora do PL da Misoginia, relata ter sido alvo de assédio por parte de um parlamentar durante sessão no Senado. Ela descreve ter ficado em estado de choque quando alguém tocou sua perna, destacando a vulnerabilidade das mulheres na política e a necessidade de avanços na pauta feminina. A fala ocorreu durante participação no SBT News, evidenciando que a violência contra políticas é tema real e tangível no plenário.

Durante a entrevista, Soraya enfatizou que aquele episódio não foi isolado, mas um sinal de que o assédio pode ocorrer em espaços públicos de grande visibilidade. Ela recordou que o momento deixou claro o quão frágil podem ser as parlamentares sob pressão, ainda mais quando as sessões são transmitidas ao vivo. A relatora aproveitou para reforçar que a experiência molda sua forma de atuar na agenda feminista, que passou a orientar, de forma mais direta, as propostas que defende na Câmara Alta.

AMEAÇAS Após a aprovação do PL da Misoginia, que tipifica crimes motivados por ódio contra mulheres, Soraya relatou ter recebido ameaças de morte pela internet. Em suas palavras, “não deu dez minutos, recebi uma enxurrada de agressões, ataques misóginos e ameaças de morte”. Ela afirmou que as denúncias foram registradas, mesmo diante da sensação de impunidade que acompanha esse tipo de reação. O episódio reacende o debate sobre o alcance das respostas institucionais diante de ataques contra parlamentares femininas e o impacto dessas investidas na continuidade de políticas públicas sensíveis a gênero.

Prioridade legislativa O quadro também envolve uma disputa de agenda. Soraya disse que, há aproximadamente um ano, tramita no Senado um pedido para conferir prioridade a propostas sobre violência contra mulheres. Ela afirmou ter solicitado, de maneira direta, ao presidente da casa, Davi Alcolumbre, que despache o projeto rapidamente para constar no regimento interno a preponderância da tramitação de iniciativas que tratam de violência de gênero. Segundo a senadora, ainda há resistência interna que impede avanços mais céleres, o que ela classifica como entrave para a proteção das vítimas e para a consolidação de políticas públicas.

A relatora também chamou a atenção para a importância de manter o debate ancorado em fontes confiáveis e evitar amplificar informações vindas de bolhas ou de ambientes que não reflitam o panorama real da política. Em suas palavras, “é preciso cuidado com o que ouve, em que bolhas se informa”. O posicionamento reforça a ideia de que a construção de políticas eficazes contra a violência de gênero depende tanto de uma imprensa responsável quanto de decisões legislativas que avancem de fato no radar público.

O tema do PL da Misoginia permanece central na agenda do Congresso, pois envolve não apenas a punição de crimes, mas também a proteção de mulheres que ocupam espaços decisórios na sociedade. A experiência de Soraya sublinha a urgência de consolidar mecanismos legais e práticos que reduzam a vulnerabilidade de mulheres políticas e assegurem uma tramitação mais ágil de propostas relevantes. Que caminhos você acredita serem mais eficazes para fortalecer essas garantias legais e evitar que episódios como este se repitam? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião sobre como avançar nessa pauta tão decisiva para a nossa cidade e para todas as regiões do país.

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