Teixeira de Freitas tem um novo avanço no caso do mototaxista Romildo André Pereira, conhecido como “Ró”. A Polícia Civil informou que, após uma reprodução simulada da cena com o suspeito Carlos Henrique de Jesus, de 23 anos, ele confessou participação na violência que resultou na morte de Romildo, motivada por uma discussão sobre o valor da corrida. Embora o laudo pericial ainda esteja em andamento, a investigação ganha novos elementos para esclarecer a dinâmica do crime.
Romildo foi encontrado em 12 de março, depois de ter desaparecido no dia 9. A atuação da Polícia Civil, que ouviu testemunhas e analisou imagens de câmeras de segurança, levou à identificação do autor. Carlos Henrique se apresentou espontaneamente, acompanhado de seu advogado, admitindo o relato de uma discussão que acabou levando à fatalidade durante a tentativa de cobrança da corrida.
Durante o depoimento, o acusado confirmou a versão de que houve vias de fato após a briga e que golpeou Romildo com uma faca, mas o Instituto Médico Legal (IML) de Teixeira de Freitas não encontrou marcas de arma branca no corpo da vítima, o que gerou dúvidas sobre a forma da violência descrita. A divergência entre a versão do suspeito e o que surgiu no exame médico acendeu o debate sobre a linha exata dos fatos.
Na reprodução simulada realizada neste sábado, Carlos Henrique detalhou a narrativa aos peritos. Ele reiterou que houve uma discussão inicial, que terminou com agressões, e afirmou que, ao cair, desferiu um chute que antecedeu o golpe fatal. Segundo ele, depois do episódio, deslocou-se com a motocicleta para uma área de mata e abandonou o veículo. Durante a demonstração, um colaborador simulou ser a vítima, ajudando a evidenciar o início da briga, o local do golpe e a sequence das agressões. A perícia acompanhou de perto cada etapa, colhendo informações para fundamentar a investigação.
Apesar da confissão, ainda existem dúvidas a esclarecer. A polícia precisa confirmar se houve ou não a presença de arma branca, onde a arma do crime e os capacetes estiveram, e o paradeiro de itens relacionados ao crime. Os peritos e delegados também buscam entender se houve apoio para ocultar a motocicleta e o corpo, bem como se o autor retornou ao local após o crime. A equipe de investigadores acompanhou a simulação até o ponto apontado pelo suspeito, mas não encontrou evidências de todos os itens descritos.
Os delegados responsáveis destacaram a importância do trabalho integrado entre o Núcleo de Homicídio, a Polícia Militar, a ROMU e o Departamento de Polícia Técnica. Segundo o coordenador da 8ª COORPIN, Willian Pereira, a versão apresentada pelo autor acrescenta informações relevantes e se somam aos elementos já levantados pelas apurações. O delegado Ricardo Amaral ressaltou que o procedimento avança e deverá contribuir para confirmar a dinâmica do episódio e as circunstâncias da morte de Romildo, que era morador da região e atuava como mototaxista. O inquérito policial segue aberto, com o laudo pericial final ainda por ser concluído, definindo a causa da morte e o curso dos acontecimentos.
O caso permanece sob investigação, com a coleta de provas adicionais e a análise de informações obtidas durante a reprodução simulada. A cidade de Teixeira de Freitas continua atenta aos desdobramentos e aos próximos passos que vão esclarecer por completo o que ocorreu com Romildo André Pereira, o “Ró”.
Agora, a população pode acompanhar os desdobramentos com cautela, enquanto a polícia conclui o inquérito e a perícia final, que devem esclarecer a causalidade da morte e o papel de cada envolvido. E você, o que pensa sobre o andamento desse caso? Deixe seu comentário com sua opinião e perguntas — sua participação ajuda a manter a discussão pública informada e responsável.

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