Como funcionava a “indústria da maconha” montada pelo CV em fazendas. Veja vídeo

A Operação Midas, deflagrada nesta terça-feira (31/3), desarticulou um modelo sofisticado de produção de drogas atribuído a integrantes do Comando Vermelho (CV), com base em fazendas no interior da Bahia.

As investigações apontam que o grupo estruturou uma espécie de “linha de produção” da maconha, com cultivo em larga escala, processamento industrial e distribuição para outros estados, incluindo o Rio de Janeiro.

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De acordo com os investigadores, três fazendas localizadas em João Dourado (BA) eram utilizadas exclusivamente para o plantio da droga. As áreas contavam com sistema de irrigação permanente e técnicas que permitiam até três colheitas por ano.

A maconha cultivada não era comum. Segundo a apuração, tratava-se de uma variedade geneticamente modificada para apresentar alto teor de THC, substância responsável pelos efeitos psicoativos.

O objetivo era produzir um produto mais potente e, consequentemente, mais valorizado no mercado ilegal.

Droga “premium”

Em uma das propriedades, a polícia encontrou um laboratório equipado com máquinas importadas, usado para transformar a matéria-prima em derivados de maior valor agregado.

No local, eram produzidos principalmente haxixe e o chamado “moonrock” — uma versão mais concentrada da maconha, considerada mais potente e cara.

Esses produtos eram preparados para distribuição fora da Bahia, principalmente para o Rio de Janeiro, onde há maior demanda e valor de revenda.

Rotas

A investigação também identificou uma rota de troca entre estados. Enquanto drogas e derivados seguiam da Bahia para o Rio, armas e outros entorpecentes eram enviados no caminho inverso.

Durante a operação, os agentes erradicaram milhares de pés de maconha, em um volume estimado superior a 15 toneladas. Máquinas, sistemas de irrigação e toda a estrutura usada na produção foram destruídos.

Veículos utilizados no transporte da droga também foram apreendidos.

Dinheiro

Além da produção, o grupo também mantinha um esquema estruturado de lavagem de dinheiro, utilizando contas de terceiros para ocultar a origem dos recursos obtidos com o tráfico.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a atuação de lideranças mesmo dentro do sistema prisional. Segundo a apuração, ordens continuavam sendo repassadas de dentro das cadeias.

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