Primeiro laboratório de análise de vinho do Centro-Oeste é inaugurado no DF

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A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Associação Nacional dos Produtores de Vinho de Inverno (Anprovin) inauguram, nesta terça-feira (31/3), um dos mais modernos laboratórios de análise de vinhos do país: o Centro de Análises e Pesquisa da Vitivinicultura Brasileira, primeiro do gênero na região.

Erguido no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF, uma das regiões produtoras dos Vinhos de Inverno, o novo laboratório nasce com a missão de elevar a competitividade, estimular a inovação e consolidar padrões de excelência para vinhos produzidos fora do eixo tradicional da Região Sul.

A estimativa é de que a nova estrutura permita economia de 50% nos custos com análises laboratoriais para os produtores do Centro-Oeste, do Sudeste e da Bahia.

O laboratório atenderá mais de 55 vinícolas associadas à Anprovin, distribuídas pelo Sudeste, pelo Centro-Oeste e pela Chapada Diamantina, e estará aberto a produtores de outras regiões interessadas em análises técnicas especializadas.

Veja fotos do laboratório: 

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Metrópoles

Laboratório foi erguido no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF, uma das regiões produtoras dos Vinhos de Inverno

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Laboratório foi erguido no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF, uma das regiões produtoras dos Vinhos de Inverno

Helio Montferre/ABDI

A unidade atenderá mais de 55 vinícolas associadas à Anprovin

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A unidade atenderá mais de 55 vinícolas associadas à Anprovin

Helio Montferre/ABDI

Projetada com infraestrutura de ponta, a unidade terá capacidade para realizar até 400 análises mensais

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Projetada com infraestrutura de ponta, a unidade terá capacidade para realizar até 400 análises mensais

Helio Montferre/ABDI

Centro de Análises e Pesquisa da Vitivinicultura Brasileira

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Centro de Análises e Pesquisa da Vitivinicultura Brasileira

Helio Montferre/ABDI

A instalação da estrutura no Distrito Federal também traz impacto econômico direto para os produtores de vinho inverno das regiões Centro-Oeste, Sudeste e da Bahia

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A instalação da estrutura no Distrito Federal também traz impacto econômico direto para os produtores de vinho inverno das regiões Centro-Oeste, Sudeste e da Bahia

Helio Montferre/ABDI

O novo centro foi estruturado para atuar como referência nacional em análises avançadas para o setor vitivinícola

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O novo centro foi estruturado para atuar como referência nacional em análises avançadas para o setor vitivinícola

Helio Montferre/ABDI

Avanço para o setor

Para o presidente da ABDI, Ricardo Cappelli, a nova estrutura consolida um salto qualitativo para o setor. “Este laboratório representa um avanço importante para o setor, porque amplia o acesso dos produtores a análises de alta precisão e estabelece um novo padrão de excelência técnico‑científica no país”, afirma.

De acordo com o presidente da Anprovin, Cláudio Góes, a implantação do laboratório no Distrito Federal simboliza o fortalecimento da vitivinicultura brasileira fora do eixo Sul e oferece suporte estratégico aos produtores do Centro-Oeste, do Sudeste e de novas fronteiras vitícolas, como a Chapada Diamantina (BA).

“Mais do que uma nova estrutura física, o investimento consolida um ambiente técnico-científico voltado à excelência, à rastreabilidade e à consolidação dos Vinhos de Inverno como um dos segmentos mais inovadores do vinho brasileiro”, comemora Góes.

Protagonismo do Centro-Oeste

A iniciativa, que recebeu R$ 3,4 milhões da ABDI para construção e instalação, fortalece o protagonismo do Centro-Oeste no mapa nacional da vitivinicultura ao impulsionar pesquisa e desenvolvimento, gerar empregos e dinamizar a economia regional com foco na sustentabilidade da cadeia produtiva.

Projetada com infraestrutura de ponta, a unidade terá capacidade para realizar até 400 análises mensais, seguindo os padrões recomendados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). As atividades incluem análises físico‑químicas básicas e exames avançados de perfil molecular e cromatográfico.

A relevância do laboratório para a região é reforçada pela expansão da vitivinicultura local. No Distrito Federal, a produção atingiu, em 2024, 1.425 toneladas de uvas viníferas e movimentou R$ 18,2 milhões, segundo a PAM/IBGE, números que evidenciam o potencial do clima tropical de altitude, marcado por verões quentes e invernos secos.

Polo tecnológico

O novo centro foi estruturado para atuar como referência nacional em análises avançadas para o setor vitivinícola. Além de executar as análises físico‑químicas clássicas, essenciais para certificação e controle de qualidade, o laboratório se destaca pela capacidade de realizar exames de alta precisão por cromatografia líquida, que identificam e quantificam compostos como ácidos orgânicos e fenólicos, determinantes para o perfil sensorial dos vinhos.

Outro diferencial é a realização de análises por cromatografia gasosa, empregada para mensurar metanol, álcoois superiores e outros componentes críticos para a segurança e a padronização dos produtos.

A unidade conta com equipamentos de última geração e, além da atividade analítica, oferecerá consultoria enológica, bem como cursos, treinamentos e workshops voltados à formação e atualização de profissionais, ampliando a qualificação técnica do setor.

Com esse conjunto de recursos e serviços, o laboratório posiciona o Distrito Federal como um novo polo tecnológico da vitivinicultura nacional, reforçando a rastreabilidade, o rigor científico e a capacidade de inovação dos Vinhos de Inverno.

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Vinhos de Inverno

Os Vinhos de Inverno são hoje uma das vertentes mais inovadoras da vitivinicultura nacional. A técnica da dupla poda, que desloca a colheita para o período seco do inverno, permite a produção de vinhos de maior qualidade fora do calendário tradicional.

Mais de 55 vinícolas associadas à Anprovin adotam o manejo em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Goiás, Mato Grosso e DF. Todas seguem rigorosos critérios de certificação e recebem o selo da entidade, que garante procedência e qualidade.

No conjunto, essas vinícolas somam cerca de 1,2 milhão de videiras e produzem quase 1 milhão de garrafas por ano — número que deve triplicar nos próximos três anos com o amadurecimento dos vinhedos e o lançamento de novos rótulos.

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