“A Justiça Restaurativa olha cada caso de per si, analisa as pessoas, porquê elas estão em conflito”, analisa desembargadora do TJ-BA

Escrito por: Diógenes Cunha

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Justiça Restaurativa: Joanice Guimarães de Jesus fala de princípios e do II Encontro Nacional em Salvador

A desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Joanice Maria Guimarães de Jesus, pioneira na Justiça Restaurativa no Brasil, concedeu à Bahia Notícias uma entrevista sobre os princípios da prática e o II Encontro Nacional de Mulheres na Justiça Restaurativa, que ocorre em Salvador entre 18 e 20 de março.

A magistrada é reconhecida por aplicar a Justiça Restaurativa na Bahia e no Brasil, e explicou como a abordagem vai além da simples aplicação da lei. Em conversa com a Bahia Notícias, ela compartilhou histórias, casos de transformação social e um olhar crítico sobre o sistema tradicional de justiça.

Segundo ela, a Justiça Restaurativa não se resume a uma moldura legal, mas “vai na perspectiva do caso”: é preciso olhar cada situação de forma individual, considerar as pessoas envolvidas, entender o conflito e o que levou a ele. O objetivo é oferecer a quem está em conflito não apenas um enquadramento jurídico, mas uma compreensão das necessidades reais das pessoas.

O II Encontro Nacional de Mulheres na Justiça Restaurativa reúne profissionais e estudiosas para debater caminhos de transformação social por meio dessa prática, fortalecendo a atuação feminina na área, com foco em protagonismo, pesquisa e implementação de soluções restaurativas na região.

Gostou da visão de Joanice sobre Justiça Restaurativa? Compartilhe nos comentários como você enxerga a aplicação dessa prática no dia a dia, e conte experiências ou dúvidas sobre como as soluções restaurativas podem impactar a cidade, moradores e a região.

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