Banco Master: Daniel Vorcaro é preso novamente em São Paulo

Escrito por: Diógenes Cunha

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A Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras ligado ao Banco Master, em São Paulo. O banqueiro Daniel Vorcaro foi detido novamente, em ação que também envolve quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos do grupo, em ações que podem alcançar até R$ 22 bilhões. A investigação contou com o apoio do Banco Central do Brasil na análise de movimentações financeiras e estruturas societárias.

De acordo com a PF, as apurações envolvem crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, possivelmente atribuíveis a uma organização criminosa ligada ao grupo. Vorcaro foi levado à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo após a prisão. O cunhado dele, Fabiano Zettel, também é alvo de mandado, mas ainda não foi localizado pelos agentes.

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o afastamento de investigados de cargos públicos e o sequestro e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões. A medida pretende interromper a circulação de ativos vinculados ao grupo e preservar recursos relacionados às supostas práticas ilícitas.

Caso Master — as liquidações do Banco Master, do Banco Master de Investimento S/A, do Banco Letsbank S/A e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, foram decretadas pelo Banco Central em novembro de 2025, em meio a uma grave crise de liquidez. O BC explicou que o regime especial foi motivado pela situação econômico-financeira do conglomerado e pelo descumprimento de normas do SFN. A operação de liquidação ocorreu acompanhada pela Operação Compliance Zero. Em 17 de novembro, Vorcaro foi preso e, posteriormente, solto com tornozeleira eletrônica.

As investigações contam com a cooperação do Banco Central para analisar movimentações financeiras e estruturas societárias, além de buscar impedir a movimentação de ativos durante o processo. O caso envolve tensões entre o STF, o TCU, o BC e a PF, com investigações sobre o uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos e possíveis fraudes bilionárias associadas ao grupo Master.

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