Decisão favorável a Bolsonaro saiu um dia depois de Michelle ter conversa emocionada com Alexandre de Moraes

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: O ministro Alexandre de Moraes, do STF, concedeu prisão domiciliar humanitária a Jair Bolsonaro, decisão tomada um dia após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se reunir com o magistrado para apresentar argumentos ligados à saúde do ex-presidente. A reunião ocorreu sem advogados, apenas com a chefe de Gabinete, reforçando a discussão sobre a necessidade de transferência para cumprir a pena em casa, diante dos riscos à saúde.

Segundo a colunista Monica Bergamo, Michelle compareceu à audiência no gabinete de Moraes sem a presença de advogados ou assessores, acompanhada apenas pela chefe de Gabinete, Cristina Gomes. A ex-primeira-dama relatou problemas de saúde do ex-presidente e apresentou argumentos para que ele possa cumprir a prisão domiciliar na residência em Brasília, ressaltando que Bolsonaro não pode ficar sozinho à noite por risco de broncoaspiração.

Essa foi a segunda vez que Michelle se encontrou com o ministro. Em 15 de janeiro, ela já havia pedido a transferência do ex-presidente da Superintendência da Polícia Federal para casa, ou para a localidade conhecida como Papudinha. Moraes decidiu, no dia seguinte, encaminhar Bolsonaro para a Papudinha, depois de considerar a solicitação.

Relatos da TV Globo indicam que, nesta nova reunião, Michelle afirmou que os fundamentos apresentados pela Procuradoria Geral da República são válidos e insistiu que Bolsonaro não pode dormir sozinho, destacando o risco de broncoaspiração. Ela disse ainda ter feito o alerta ao próprio Moraes já na reunião anterior, em janeiro.

A ex-primeira-dama descreveu a rotina da família para sustentar a necessidade de cuidado próximo, incluindo a preparação diária de quentinhas, organizadas e levadas por familiares, com a participação do irmão na logística e a inclusão da filha Laura no argumento de que o cuidado em casa seria mais simples e contínuo.

De acordo com a Folha, a ida de Michelle ao gabinete teria causado incômodo entre outros membros da família, como o candidato a presidente Flávio Bolsonaro. Flávio é advogado e integra a defesa do pai, tendo acompanhado Moraes em encontros recentes com outros advogados, o que conferiu à visita uma impressão maior de institucionalidade.

A ex-primeira-dama, segundo Bergamo, dispensou a companhia de advogados, familiares e políticos, o que, na visão de algumas fontes, seria uma manobra para colher sozinha os benefícios de uma eventual decisão favorável ao marido.

O episódio envolve as decisões do STF, a saúde de Bolsonaro e a logística de uma possível prisão domiciliar em Brasília, temas que se entrelaçam com a atuação da defesa e as avaliações sobre quem, de fato, pode influenciar o resultado final da medida de afastamento temporário.

Convidamos você a compartilhar sua opinião nos comentários: na sua leitura, a reunião de Michelle, as condições apresentadas e o histórico de pedidos indicam uma tendência real de concessão ou apenas de adiamento? Sua visão contribui para entender o impacto dessas decisões na política e na vida da família.

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