DF registra 350 reclamações de áreas abandonadas, com cobras e matagal. Veja vídeo

Escrito por: Diógenes Cunha

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No Distrito Federal, o mato alto em áreas públicas e privadas ganhou destaque por representar risco à saúde e à segurança. De janeiro até 6 de março, foram registradas 354 reclamações sobre roçagem na Ouvidoria do GDF, 13% a mais que no mesmo período de 2024, além de 107 solicitações de roçagem, 20% acima.

O Guará lidera o ranking de reclamações e solicitações de roçagem da região. Na QE 40, o mato alto envolve parquinho infantil e quadra, prejudicando o lazer dos moradores. Danielle Carvalho, presidente do Conselho Comunitário de Segurança do Guará (Conseg), classificou a situação como “inadmissível”.

Segundo a Conseg, o mato alto em pontos estratégicos cria insegurança, funcionando como esconderijo para criminosos e para descarte de objetos ilícitos, além de impedir o uso dos espaços pela família.

Perigos à saúde são destacados por especialistas. O médico Lucas Albanaz, doutor em ciências médicas, diz que o mato alto serve como abrigo para roedores, transmissores de leptospirose, além de favorecer mosquitos como o Aedes aegypti, vetor de dengue, zika e chikungunya. O mato também abriga aranhas, escorpiões e serpentes, elevando o risco de acidentes domésticos.

A recomendação de saúde pública é manter terrenos limpos e com vegetação controlada, evitar lixo acumulado, água parada e entulho, para reduzir a proliferação de insetos e animais transmissores de doenças.

Outras áreas também enfrentam o problema. Na Asa Sul, entre as quadras 305 e 306, há demanda de roçagem, com a prefeitura local prometendo vistoria e ações emergenciais. A prefeita da 306 Sul, Larissa Amaral, afirmou que a ausência de roçagem aumenta o risco de encontros com animais peçonhentos, como cobras e escorpiões, dificultando o lazer de moradores e usuários.

No Lago Sul, o terreno particular da QL 26 é alvo de preocupação entre moradores há anos. Renato Hoff, empresário, relata que o local é abandonado e que o mato alto facilita a presença de baratas, ratos, escorpiões e, principalmente, cobras, que às vezes entram em residências. A administração afirma não ter responsabilidade sobre terrenos privados, e a roçagem depende do proprietário.

Respostas oficiais: a DF Legal disse não haver reclamações recentes registradas para o lote, mas afirmou que vai inserir o endereço em cronograma fiscal para verificar a situação. Em Guará 2, a Administração Regional informou que uma equipe será enviada na segunda-feira (9/3) para roçagem emergencial. Já a Administração do Plano Piloto disse que uma equipe técnica irá ao espaço da 305/306 Sul, sem data definida. A Ouvidoria do GDF continua como canal para registros, pelo 162 ou ParticipaDF.

Além de resolver o problema, os moradores pedem ações periódicas de roçagem para manter parques e áreas de lazer seguros e acessíveis a todos, evitando encontros com animais peçonhentos e possíveis invasões.

Galeria de imagens a seguir mostra diferentes áreas afetadas pelo mato alto, evidenciando a necessidade de manutenção constante em áreas públicas e privadas do DF.


Se você mora em alguma dessas regiões ou já enfrentou situações similares, compartilhe sua experiência nos comentários. Como você avalia a atuação das autoridades e a frequência de roçagem na sua localidade?

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