Força Nacional é alvo de tiros durante patrulhamento em área de conflito no extremo sul da Bahia

Escrito por: Diógenes Cunha

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Ataque a patrulha da Força Nacional na Bahia expõe tensões por disputas de terras

Força Nacional foi alvo de disparos durante patrulhamento na noite de terça-feira (10), na zona rural de Cumuruxatiba, distrito de Prado, no extremo sul da Bahia. A região vive momentos de tensão por disputas por terras entre regiões indígenas e fazendeiros.

Segundo informações apuradas pelo Radar News, três agentes realizavam rondas nas proximidades da Fazenda Barra do Cahy, área recentemente retomada por indígenas, quando foram surpreendidos por tiros vindos de pessoas ocultas na vegetação. O grupo desceu da viatura e buscou abrigo em uma área de mata, onde permaneceu cerca de 20 minutos até que os disparos cessassem. Ao seguir para a base, retornaram a ser alvejados.

De acordo com a versão dos policiais, os tiros partiram novamente da direção da fazenda. Eles reagiram conforme os protocolos operacionais e, assim, deixaram o local. Apesar do ataque, nenhum agente ficou ferido.

Um dos disparos atingiu a coluna central da viatura utilizada pela equipe. No mesmo setor, no dia 24 de fevereiro, duas turistas do Rio Grande do Sul foram baleadas enquanto seguiam para a praia de Corumbau, acompanhadas do marido de uma delas. As vítimas foram socorridas ao Hospital Regional Deputado Luíz Eduardo Magalhães, em Porto Seguro, permaneceram na UTI e tiveram alta no início de março.

No mesmo dia, oito pessoas indígenas foram presas preventivamente sob suspeita de envolvimento no ataque. Durante a operação, armas foram apreendidas. Nesta semana, contudo, os investigados obtiveram habeas corpus concedido pela Justiça após pedido da Defensoria Pública da União, que decidiu pela liberdade mediante medidas cautelares.

A Força Nacional foi enviada ao extremo sul da Bahia pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A tropa atua na região desde o ano passado para reforçar a segurança em áreas marcadas por conflitos fundiários entre regiões indígenas e produtores rurais.

Este episódio evidencia o atual clima de tensão na região e a necessidade de ações que conciliem segurança com diálogo entre os diferentes atores envolvidos.

Curioso(a) para saber como essas disputas por terras afetam a vida local? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre segurança, direito rural e convivência entre comunidades da região. Sua participação é importante.

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