Homônima de Maria da Penha morre com sinais de agressão em Santaluz

Escrito por: Diógenes Cunha

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Uma mulher de 38 anos, identificada como Maria da Penha da Silva, foi morta após ser encontrada inconsciente em uma residência no bairro Açude Tapera, em Santaluz, cidade da região sisaleira. A vítima apresentava hematomas no tórax, na cabeça e sangramento nasal. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizou o atendimento inicial e a encaminhou para uma unidade hospitalar do município, mas a morte foi confirmada no fim da tarde. O principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, que não foi localizado até o momento.

Agentes da Polícia Militar informou que o depoimento policial aponta o companheiro como o principal suspeito, e que o caso segue investigação de feminicídio. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou a perícia no imóvel e removeu o corpo para necropsia, enquanto a investigação avança para esclarecer as circunstâncias da morte.

O episódio acontece na semana do Dia Internacional da Mulher e ganha ainda mais atenção pela coincidência do nome com a farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, cuja história levou à proteção contra a violência doméstica no Brasil. Em 1983, Maria da Penha foi vítima de dupla tentativa de feminicídio por Marco Antonio Heredia Viveros: na primeira agressão, ele atirou contra ela enquanto dormia, deixando-a paraplégica. Quatro meses depois, ao retornar para casa, ela ficou mantida em cárcere privado por 15 dias, durante os quais o marido tentou eletrocutá-la no banho.

A história de Maria da Penha motivou investigações que revelaram um planejamento por parte do agressor, incluindo a tentativa de não apurar o suposto assalto, falsificação de documentos, obtenção de uma procuração em nome da vítima e a descoberta de que ele mantinha uma amante. Essa luta resultou na Lei 11.340/2006. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública indicam que a Bahia teve mais de 1.500 vítimas de feminicídio em 2025, sendo a grande maioria mulheres. Casos como esse contribuíram para o aumento de mortes femininas neste ano; até janeiro de 2026, já foram registradas mais de 131 ocorrências, muitas envolvendo o parceiro ou ex-parceiro da vítima. Em situações de abuso, recomenda-se ligar 180.

As autoridades seguem investigando as circunstâncias da morte, com a Polícia Civil conduzindo o inquérito para confirmar a natureza do crime. O caso reforça a importância de políticas de proteção às mulheres e da continuidade dos debates sobre violência de gênero na cidade e na região.

E você, o que pensa sobre as medidas de combate à violência contra a mulher? Deixe seu comentário e compartilhe suas experiências ou dúvidas para que possamos discutir caminhos de prevenção e apoio a vítimas.

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