Presidente de abrigo para vítimas de violência é presa por suspeita de tortura em Jequié

Escrito por: Diógenes Cunha

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Em Jequié, no Médio Rio de Contas, Bahia, a presidente da Casa das Mulheres foi presa nesta segunda-feira sob suspeita de tortura dentro de um abrigo voltado ao acolhimento de vítimas de violência. A ação, integrada pela operação Elas por Elas, também mira irregularidades financeiras e possíveis desvios de recursos públicos na instituição, com as agressões registradas por câmeras de segurança.

De acordo com a TV Bahia, a suspeita identificada é Elma Brito. A prisão ocorreu no âmbito da ofensiva policial deflagrada nas primeiras horas desta segunda. Paralelamente, a Justiça busca uma assistida da instituição, identificada como Nadir Carvalho, que aparece nas imagens auxiliando nas agressões contra uma adolescente. Ao todo, estão sendo cumpridos dois mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão no município.

As imagens obtidas pela investigação revelam a adolescente sendo puxada pelos cabelos, recebendo um tapa no rosto e sendo arrastada pelo chão por Elma Brito. Em seguida, Nadir Carvalho segura a vítima, enquanto a presidente a imobiliza com correntes. Os registros fortalecem a linha de apuração sobre tortura no abrigo e o papel de cada envolvido nas agressões.

Além da tortura, a apuração também investiga crimes de peculato, estelionato e lavagem de dinheiro. Há indícios de irregularidades financeiras, incluindo possível desvio de recursos públicos e movimentações consideradas suspeitas, que serão analisadas pela polícia e pelo Ministério Público para esclarecer a real extensão das irregularidades na instituição.

A investigação também analisa a eventual instalação de câmeras de monitoramento em um dos quartos da casa, o que pode configurar violação da privacidade das acolhidas. Esse ponto compõe o conjunto de suspeitas que motivaram a atuação judicial e policial na cidade.

A Justiça autorizou o afastamento cautelar da diretoria da instituição e a nomeação de um interventor judicial para a administração provisória, com acesso a documentos e informações internas. A decisão também determina o encaminhamento das vítimas para a rede de proteção social, com acompanhamento especializado, para assegurar atendimento adequado.

O caso segue em apuração, com a Polícia Civil e o Ministério Público acompanhando de perto as diretrizes de proteção às vítimas e a eventual responsabilização dos envolvidos. A comunidade local aguarda mais informações e esclarecimentos sobre o desfecho das investigações, que devem esclarecer se houve desvio de recursos e como serão reparados os impactos às pessoas acolhidas na instituição. Compartilhe nos comentários suas opiniões sobre como fortalecer a proteção de mulheres em situação de vulnerabilidade em nossa cidade. Qual medida pública você considera essencial para evitar recorrências como essa?

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